Bons profissionais precisam estar abolindo o gerundismo
Yahoo Notícias.
1 hora, 18 minutos atrás
São Paulo, 2 de Outubro de 2008 – Ter boa capacidade de comunicação é fundamental no mundo corporativo. Por isso, atentar contra a língua portuguesa durante uma apresentação de negócios pode arranhar a imagem profissional de qualquer gestor. Principalmente se a gafe for o uso do gerundismo, vício de linguagem que se tornou uma espécie de praga nas empresas nos últimos anos. Por estar associado aos níveis mais baixos da hierarquia empresarial, usar expressões como “vamos estar reestruturando” soa como palavrão quando pronunciadas por um executivo.
Como todos estão sujeitos a eventuais deslizes, uma dica para contornar a situação é usar o bom humor. A sugestão é de Ricardo Piovan, diretor da Portal Fox, empresa especializada em consultoria organizacional, coaching e treinamentos. Há cerca de cinco anos, quando começou a fazer palestras, ele percebeu que costumava incorrer em alguns vícios de linguagem – palavras ou construções que atrapalham a manifestação clara do pensamento (veja box) – e resolveu fazer um treinamento específico sobre comunicação. “Hoje, como meu ouvido está mais educado, se escapa um gerundismo, faço uma brincadeira com a situação e continuo”, comenta.
Para Piovan, o hábito de usar gerundismos prejudica a credibilidade do profissional. Ou seja, o público pode pensar que a falta de preocupação com algo tão básico como a própria capacidade de expressão pode ser um indício de negligência com outros aspectos da carreira. “Esse raciocínio não é necessariamente verdadeiro, pois a pessoa pode ser ótima gestora. Mas a queda de confiança acontece, e até de modo inconsciente”, alerta Piovan. A boa notícia é que na alta gerência esse tipo de problema é incomum. Porém, os demais escalões precisam ficar alertas. “Entre os coordenadores e também no nível operacional, o gerundismo ocorre com freqüência”, aponta.
Curiosamente, segundo os acadêmicos, o gerundismo não é um erro do ponto de vista gramatical. “Não há nenhuma regra na língua portuguesa que impeça a utilização desse tipo de construção”, esclarece José Simões, professor da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo (USP). Porém, no mundo corporativo e mesmo fora dele, esse tipo de expressão verbal continua sendo malvisto.
Seja ou não mero preconceito, o fato é que há formas menos polêmicas e até mais simples de formular a mesma idéia que o gerundismo tenta expressar. Sem contar que esse vício de linguagem é geralmente associado aos funcionários de telemarketing. Há quem diga que o gerundismo começou com a má tradução dos manuais de telemarketing, em meados dos anos 90. É que no inglês o gerúndio é uma das formas verbais usadas para indicar futuro, em uma estrutura que não existe na língua portuguesa.
A explicação é engenhosa mas, para Simões, carece de base. “Acho que até agora ninguém olhou essas apostilas para saber se foi assim mesmo que o gerundismo surgiu”, contesta. O acadêmico tem outra hipótese para o fenômeno. Para ele, no contexto do telemarketing, as pessoas tentam usar uma linguagem mais culta do que normalmente usam. Por isso, acabam criando uma “pseudonorma culta da língua”. Ele lembra que, há cerca de duas décadas, os professores de português consideravam errada a locução verbal “vou ir”. Hoje, esse tipo de construção é a mais comum para expressar o futuro. O problema é que os funcionários de telemarketing “tentam mascarar o vou mandar e acabam dizendo vou estar mandando”, analisa.
De qualquer modo, quem ocupa os primeiros postos das empresas já está mais atento ao problema. Para Regina, o gerundismo ainda é muito falado, mas os executivos já “se tocaram” do problema. Ela conta que uma de suas alunas, uma consultora na área de empreendedorismo, costumava usar muito esse emprego incorreto do gerúndio. “As pessoas comentavam o fato. Diziam que ela tinha um modo de falar que não era compatível com a função dela. Para ser sincera, o gerundismo é visto como uma linguagem de pessoas menos qualificadas. Além de ser antipático e cansar o ouvinte”, observa.
Avaliação do Governo Lula
Pela primeira vez na história do Brasil o povo brasileiro encontrou um Presidente à sua altura, conforme reflexão abaixo:
Reflexão
Autor: Andrei Pleshu, filósofo romeno. “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”.
- De janeiro de 2003 até junho de 2008 a União gerou um déficit fiscal nominal de R$ 408,3 bilhões (3,40% do PIB).
Receitas Totais aumentaram da média/mês de R$ 36,4 bilhões (29,52% do PIB) em 2002 para R$ 49,6 bilhões (27,22% do PIB) no período de janeiro de 2003 até junho de 2008.
Queda real em relação ao PIB de 7,79% comparado com o ano de 2002.
- A dívida interna da União em poder do mercado e do Banco Central aumentou de R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB) em dezembro de 2002 para R$ 1.675,5 bilhões (62,06% do PIB) em junho de 2008.
Crescimento real em relação ao PIB de 9,04% comparado com dezembro de 2002.
- A série história de nossa balança comercial com base na média/ano foi como segue: 85/89 (superávit de US$ 13,5 bilhões = 4,57% do PIB); 90/94 (superávit de US$ 12,1 bilhões = 2,70% do PIB); 95/02 (déficit de US$ 1,1 bilhão = -0,15% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2008 (superávit de US$ 36,5 bilhões = 3,81% do PIB).
Queda real em relação ao PIB de 16,63% comprado com o governo Sarney (85/89).
- A série histórica dos investimentos externos líquidos (diretos e indiretos) com base na média/ano foi como segue: 85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões = -2,14% do PIB); 90/94 (positivo de US$ 7,0 bilhões = 1,57% do PIB); 95/02 (positivo de US$ 24,3 bilhões = 3,46% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2008 (positivo de US$ 24,6 bilhões = 2,57% do PIB).
Queda real em relação ao PIB de 25,72% comparado ao governo FHC (95/02).
- Com base nos números conhecidos no mês de junho de 2008, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da ordem 314.273 servidores: Legislativo – 4.739; Judiciário -13.995; Executivo Militar – 174.025 recrutas; Executivo Civil – 110.570 e Ex-territórios e DF de 10.944.
Acréscimo de 314.273 servidores em relação a dezembro de 2002.
- O custo total de pessoal da União aumentou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Com base nos números conhecidos em junho de 2008 podemos prever um custo total com pessoal para 2008 de R$ 145,2 bilhões.
Incremento nominal de 93,60% em relação ao ano de 2002.
- Crescimento econômico real, com base média/ano como segue: 4,39% ao ano (1985/89), 1,24% ao ano (1990/94), 2,31% ao ano (1995/02) e 3,78% ao ano (2003/07).
Queda real de 13,89% comparado com o governo Sarney (85/89).
- Em 2002 a carga tributária era de 31,86% do PIB. Em 2006 aumentou para 34,23% do PIB.
Crescimento real de 7,44% em relação ao ano de 2002.
Comentario IF A introdução bastante irônica do texto do prof. Ricardo Bergamini se justifica nos números trazidos à luz em um inédito esforço desse economista, que consolida de forma inteligível, dados oficiais espalhados nas publicações obrigatórias do próprio governo.
Isso produz uma pergunta, já repercurtida há anos na internet: por que a imprensa e mesmo economistas sérios não se atém à realidade dos números, preferindo a fantasia desfilada diariamente na continua campanha populista do Governo Central?
Talvez seja pelo fato de não se querer constrangimentos, pois, como ele mesmo diz, encontrar 4 como resultado da soma de 2 + 2 pode realmente incomodar.
É certo que as pessoas comuns não costumam ater-se aos números, especialmente em balanços e leituras de relatórios econômicos. Mas tantos economistas e analistas do setor também? Os números não são inventados, são reais.
Freud explicaria isso? Talvez Lacan…
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Conforme prometido:
A tabela que segue foi enviada pelo leitor Sidney (ver comentários abaixo), que afirma que a carga tributária teve maiores altas no período de governo do FHC do que do Lula.
Você é rápido no gatilho, hein?
Então vamos lá:
# em 1991 = 25,21% do PIB;
# em 1992 = 25,85% do PIB;
# em 1993 = 25,72% do PIB;
# em 1994 = 29,46% do PIB;
# em 1995 = 37,3% do PIB;
# em 1996 = 28,97% do PIB;
# em 1997 = 29,03% do PIB;
# em 1998 = 29,74% do PIB;
# em 1999 = 32,15% do PIB;
# em 2000 = 33,18% do PIB;
# em 2001 = 34,7% do PIB;
# em 2002 = 36,45% do PIB;
# em 2003 = 34,92% do PIB;
# em 2004 = 35,88% do PIB;
# em 2005 = 37,37% do PIB.
Mais uma vez: o problema, a meu ver, não está na crítica em si, mas no fato do professor comparar o governo Lula ora com Sarney, ora com FHC, com a nítida intenção que o governo atual é o pior de todos os tempos, o que simplesmente não é verdade.
Abs
Sydnei.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
A diferença existente no índice de 2002 apontado pelo economista e aquele indicado na tabela enviada pelo Sidney deve ter uma explicação. Talvez algum economista possa nos ajudar.
De qualquer forma eu também não acho que esse seja o pior governo de todos os tempos. O Lula até tem me impressionado positivamente muitas vezes.
As comparações feitas ora com FHC, ora com Sarney, devem-se ao próprio estilo egocêntrico e doentio do Lula que sempre se coloca como o grande salvador e o melhor de todos os tempos (”- Nunca na história desse país…”).
Acho que ele acaba pagando pela própria língua enorme.
Obrigado Sidney pelas informações e seja sempre bem vindo.
Se você gosta de sinuca, mas joga muito mal, talvez consiga melhorar sua performance com o taco de sinuca a laser da Hammacher Schlemmer. Quem sabe com um pouco de treino você consiga chegar ao pés de Rui Chapéu, o Rei da Sinuca!
O taco Laser-Guided Pool Cue é o primeiro taco de sinuca (tamanho oficial) do mundo com guia a laser. Quando ativada, a mira laser permite acertar o ponto exato da bola para uma tacada perfeita.
A mira laser é controlada por um sensor de toque e pode ser ligada e desligada manualmente ou automaticamente para preservar a bateria. O set vem com um taco de 1,47Mt. (58”) em duas partes com junta e ponta de alumínio, giz, pontas extras e bolsa de nylon com alça e bolsinha para acessórios. O laser funciona com três baterias 1.5V.
O Laser-Guided Pool Cue custa US$79,95 na Hammacher Schlemmer.
A crise na Bolívia deveria ser vista como um fantástico exemplo a ser seguido pelo povo brasileiro.
O povo boliviano está mostrando sua garra e tenacidade adquiridos em séculos de vida duríssima nos altiplanos andinos, sob condições climáticas e topográficas quase inimagináveis pelo brasileiro comum, e no país mais pobre da América do Sul.
Antes de continuar quero deixar claro para os tele-especialistas de plantão quatro coisinhas básicas que os tele jornais não contam:
1- Os ‘revoltosos’ não estão lutando contra o presidente Evo iMorales democraticamente eleito com maioria dos votos, mas contra sua atitude centralizadora, tirana e inconstitucional.
2 – Lá, os governadores dos estados (departamentos) são indicados pelo presidente (portanto, por Evo iMorales), e contam com um elevado grau de autonomia administrativa e fiscal. Mas a atitude despótica de Evo pretende restringir a autonomia e se apoderar das receitas oriundas do gás e que são legalmente dos estados, deixando o povo desses estados a míngua e nas mãos do poder central. É contra isso que eles lutam.
3 – O acesso dos organismos internacionais de cobertura da crise aparentemente é restrito, o que sugere que as notícias que recebemos podem estar sendo manipuladas pelo governo central.
4 – O presidente Evo iMorales já tentou acabar com a liberdade e com as autonomias locais quando tentou impor uma nova constituição ao país. Agora tentou de novo na canetada. E aquele povo, que não é burro, não está aceitando e luta por isso.
Lá, os bolivianos de raça exigem seus direitos, lutam pelo cumprimento dos acordos e pelo respeito à Constituição, numa atitude básica de qualquer cidadão decente.
Logicamente que conseguir isso não é fácil. Governos centralizadores e, portanto, totalitários e corruptos, não aceitam abrir mão de nenhuma parte da verdadeira pilhagem que praticam contra os cofres dos municípios e dos estados federados, exatamente como acontece no Brasil todo dia, mas aqui todo mundo deixa prá lá e se contenta em reclamar do governo na mesa do bar.
Também não é fácil fazer os mais pobres e necessitados entenderem que a causa da sua pobreza é, geralmente, o próprio governo. O mesmo governo que promete todo tipo de esmola em troca de suas vidas e de sua liberdade individual, exatamente como acontece no Brasil todo dia, mas aqui…
Não é para menos que os ditos ‘revoltosos’ são os estados mais ricos e que oferecem melhores condições para seus moradores, enquanto que os aliados do governo central são os estados mais pobres e que esperam pelas esmolas federais, tiradas de quem trabalha e produz mais, exatamente como acontece todo dia no Brasil, mas aqui…
E como já era de se esperar, a luta pela manutenção das autonomias dos
estados está sendo caracterizada pela propaganda oficial como separatismo,
como bem cabe a um governo altamente totalitário e centralizador, e que
apesar de eleito democraticamente, não cumpriu acordos e desrespeitou a
constituição, exatamente como acontece no Brasil todo dia, mas aqui…
Até um repórter do SBT no começo da crise disse mais ou menos o seguinte:
- “Se isso acontecer (a manutenção das autonomias constitucionais), a Bolívia poderá desaparecer do mapa, deixando de existir como país e mudando a geografia da América Latina.”
É uma pérola! O desgraçado repórter, formador de opinião, disseminador de informação, presta um enorme serviço ao Evo ao desinformar o cidadão falando uma idiotice dessas.
O repórter não faz a menor idéia do que é autonomia local, nem do significado de autonomia administrativa, tampouco entende o que representa uma República Federativa ou Federação.
Infelizmente, no Brasil, isso é só um escrito sem valor no nome de um país, em que os estados e municípios tem suas riquezas e receitas de produção dilapidadas pelo governo central, obrigando governadores e prefeitos a pedirem benção com o chapéu na mão em troca de algumas migalhas, para poderem oferecer um mínimo de melhorias aos habitantes de suas regiões.
Isso que Evo iMorales está tentando, e é contra isso que os bolivianos estão lutando.
Então, autonomia não tem nada a ver com separatismo.
Autonomia é uma coisa e separatismo é outra bem diferente.
Desgraçadamente o brasileiro, em geral, acha que se politiza assistindo televisão. É uma lástima.
Em nome de uma democracia de verdade todos deveríamos pedir maior autonomia aos estados e municípios já!
Agora veja algumas informações e curiosidades sobre a Bolívia.
- A Bolívia é uma República Federal Presidencialista, como o Brasil.
- Ela é dividida em 9 departamentos, que são como os estados daqui.
- Os municípios e vilas são governados pelos presidentes de câmaras e por conselhos eleitos diretamente pelo povo.
- Os dirigentes dos departamentos (estados) são indicados pelo presidente da república.
- Existem 3 poderes: Executivo (presidente), Legislativo (congresso) e Judiciário, como aqui.
- O Executivo (presidente) é forte, centralizador e totalitário, como aqui.
- O Legislativo (congresso) é ofuscado pelo poder central e praticamente limita-se a aprovar as demandas do Executivo, como aqui.
- O Judiciário é composto pelo Supremo tribunal, pelos Tribunais Departamentais e por outras instâncias inferiores, e está há muito tempo dominado pela corrupção e pela ineficiência, como aqui.
- A Bolívia não tem litoral, perdido para o Chile na Guerra do Pacífico (1879-1883), juntamente com suas ricas reservas de nitrato.
- Foi o exército boliviano que, em 1967, fuzilou o terrorista e guerrilheiro Che Guevara.
- Evo iMorales mente ao falar para todo mundo que o Brasil tomou da Bolívia as terras do Acre e deu um cavalo em troca. Na verdade o Brasil pagou um preço bem alto por aquelas terras.
Aquela região era grande produtora de borracha e estava lotada de brasileiros. Para acabar com os constantes conflitos entre bolivianos e brasileiros os dois governos assinaram, em 1903, o Tratado de Teresópolis, que estipulava que a Bolívia cederia as terras do Acre ao Brasil em troca de uma parte do estado do Mato Grosso e mediante o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, além do compromisso de construir uma estrada de ferro que permitisse o acesso dos produtos bolivianos ao Oceano Atlântico.
O Brasil construiu, então, a Ferrovia Madeira-Mamoré ligando o Acre a Porto Velho, ao custo de milhões de libras esterlinas e mais de 6.000 trabalhadores mortos. Vale muito a pena clicar no link acima e ver as fotos desse feito épico.
A obra que demorou 5 anos para ficar pronta (1907-1912) pela dificuldade de vencer os trechos escarpados e encachoeirados do rio Madeira, ficou mundialmente conhecida como a Ferrovia do Diabo.
Ah! E como apareceu o cavalo nesta história?
- É que além de cumprir todo o Tratado de Teresópolis, o governo brasileiro ainda presenteou o presidente da Bolívia não com um, mas com dois cavalos brancos.
É. O Evo é mesmo iMorales.
Autonomia aos estados e municípios já!
Abs
GermanoCWB
O governo brasileiro desviou para o superávit primário R$ 3,2 bilhões de royalties de petróleo, de recursos hídricos e de minerais vinculados ao meio ambiente entre 2002 e 2007, cerca de 10 vezes mais do que deve receber da Noruega para investir na preservação da floresta amazônica, entre U$ 150 milhões e U$ 200 milhões. A informação consta de um relatório técnico elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).
Nos últimos seis anos, o Ministério do Meio Ambiente deveria receber R$ 3,8 bilhões de royalties para investir nos programas ambientais, mas ficou com apenas R$ 606 milhões. O restante dos recursos foi, como se diz no jargão orçamentário, contingenciado – a maior parte já na aprovação da lei orçamentária. Ou seja, os parlamentares aprovaram a proposta do governo de deixar o dinheiro dos royalties numa reserva de contingência, a ser utilizada apenas eventualmente.
Na prática, o dinheiro dos royalties tem sido acumulado no caixa do governo para o superávit primário, a economia de receitas que o governo faz para teoricamente pagar a dívida. Esse “desvio de finalidade” foi possível porque a legislação diz onde o dinheiro dos royalties pode e onde não pode ser aplicado, mas nada impede o governo de não gastá-lo, como vem ocorrendo. No caso da participação especial do petróleo, por exemplo, o Meio Ambiente tem direito a 10% de tudo o que o Tesouro arrecada.
De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o contingenciamento de verbas é um dos motivos que levaram à proposta do fundo privado para defender a Amazônia, no qual o Tesouro não tem ingerência. Além disso, segundo Minc, o governo enviou um projeto ao Congresso flexibilizando a regra sobre a utilização dos royalties do petróleo – hoje limitada a programas de mitigação de desastres ambientais no mar.
“Queremos utilizar o dinheiro em programas de clima, que contribuam para a redução das emissões de gases poluentes, como a preservação e o monitoramento da Amazônia e o programa de tirar metano do lixo”, afirma. O ministro diz que a expectativa é arrecadar US$ 900 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) para o Fundo Amazônia neste ano. A primeira doação será oficializada hoje pelo primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, em Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Ada Mello (PTB-AL), prima do senador Fernando Collor (PTB-AL), assumiu ontem a vaga do ex-presidente no Senado, elevando a 19 o total de parlamentares da Casa que não foram eleitos.
Ada é a segunda suplente de Collor. O primeiro é Euclydes Mello (PRB-AL), também seu primo, que já assumiu o mandato por quatro meses, durante licença anterior do titular, mas que agora está em campanha para prefeito de Marechal Deodoro (AL).
Collor tirou licença de 90 dias do Senado para se dedicar à campanha de parentes em Alagoas. Ele quer turbinar a campanha do filho Fernando James (PTB) e também do primo Euclydes. James disputa a Prefeitura de Rio Largo.
A proposta de emenda à Constituição que trata da situação dos suplentes, aprovada no ano passado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), está esquecida numa gaveta. E boa parte dos senadores sinaliza que não tem intenção de aprová-la, sobretudo os que entregaram a suplência aos que financiaram sua campanha.
A proposta da CCJ proíbe a indicação de parentes para a suplência e, em caso de morte ou renúncia, prevê a eleição de um novo suplente para ocupar o cargo.
A pressão dos suplentes, porém, impediu que o texto avançasse a ponto de acabar com estas vagas, como queria o relator Demóstenes Torres (DEM-GO). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.