Você está vendo os arquivos da categoria ‘Cidadania’

17.09
08

Avaliação – em números – do Governo Lula

Postado por GermanoCWB ·

Fonte: Instituto Federalista

Avaliação – em números – do Governo Lula

Análise escrita por Ricardo Bergamini, em 17/09/2008.

Avaliação do Governo Lula
Pela primeira vez na história do Brasil o povo brasileiro encontrou um Presidente à sua altura, conforme reflexão abaixo:
Reflexão
Autor: Andrei Pleshu, filósofo romeno.
“No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”.

- De janeiro de 2003 até junho de 2008 a União gerou um déficit fiscal nominal de R$ 408,3 bilhões (3,40% do PIB).
Receitas Totais aumentaram da média/mês de R$ 36,4 bilhões (29,52% do PIB) em 2002 para R$ 49,6 bilhões (27,22% do PIB) no período de janeiro de 2003 até junho de 2008.

Queda real em relação ao PIB de 7,79% comparado com o ano de 2002.

- A dívida interna da União em poder do mercado e do Banco Central aumentou de R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB) em dezembro de 2002 para R$ 1.675,5 bilhões (62,06% do PIB) em junho de 2008.

Crescimento real em relação ao PIB de 9,04% comparado com dezembro de 2002.

- A série história de nossa balança comercial com base na média/ano foi como segue: 85/89 (superávit de US$ 13,5 bilhões = 4,57% do PIB); 90/94 (superávit de US$ 12,1 bilhões = 2,70% do PIB); 95/02 (déficit de US$ 1,1 bilhão = -0,15% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2008 (superávit de US$ 36,5 bilhões = 3,81% do PIB).

Queda real em relação ao PIB de 16,63% comprado com o governo Sarney (85/89).

- A série histórica dos investimentos externos líquidos (diretos e indiretos) com base na média/ano foi como segue: 85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões = -2,14% do PIB); 90/94 (positivo de US$ 7,0 bilhões = 1,57% do PIB); 95/02 (positivo de US$ 24,3 bilhões = 3,46% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2008 (positivo de US$ 24,6 bilhões = 2,57% do PIB).

Queda real em relação ao PIB de 25,72% comparado ao governo FHC (95/02).

- Com base nos números conhecidos no mês de junho de 2008, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da ordem 314.273 servidores: Legislativo – 4.739; Judiciário -13.995; Executivo Militar – 174.025 recrutas; Executivo Civil – 110.570 e Ex-territórios e DF de 10.944.

Acréscimo de 314.273 servidores em relação a dezembro de 2002.

- O custo total de pessoal da União aumentou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Com base nos números conhecidos em junho de 2008 podemos prever um custo total com pessoal para 2008 de R$ 145,2 bilhões.

Incremento nominal de 93,60% em relação ao ano de 2002.

- Crescimento econômico real, com base média/ano como segue: 4,39% ao ano (1985/89), 1,24% ao ano (1990/94), 2,31% ao ano (1995/02) e 3,78% ao ano (2003/07).

Queda real de 13,89% comparado com o governo Sarney (85/89).

- Em 2002 a carga tributária era de 31,86% do PIB. Em 2006 aumentou para 34,23% do PIB.

Crescimento real de 7,44% em relação ao ano de 2002.

Ricardo Bergamini
(48) 4105-0474
(48) 9976-3146
ricoberga@terra.com.br
rbfln@terra.com.br
http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

Comentario IF A introdução bastante irônica do texto do prof. Ricardo Bergamini se justifica nos números trazidos à luz em um inédito esforço desse economista, que consolida de forma inteligível, dados oficiais espalhados nas publicações obrigatórias do próprio governo.

Isso produz uma pergunta, já repercurtida há anos na internet: por que a imprensa e mesmo economistas sérios não se atém à realidade dos números, preferindo a fantasia desfilada diariamente na continua campanha populista do Governo Central?

Talvez seja pelo fato de não se querer constrangimentos, pois, como ele mesmo diz, encontrar 4 como resultado da soma de 2 + 2 pode realmente incomodar.

É certo que as pessoas comuns não costumam ater-se aos números, especialmente em balanços e leituras de relatórios econômicos. Mas tantos economistas e analistas do setor também? Os números não são inventados, são reais.

Freud explicaria isso? Talvez Lacan…

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Conforme prometido:

A tabela que segue foi enviada pelo leitor Sidney (ver comentários abaixo), que afirma que a carga tributária teve maiores altas no período de governo do FHC do que do Lula.

Você é rápido no gatilho, hein?
Então vamos lá:
# em 1991 = 25,21% do PIB;
# em 1992 = 25,85% do PIB;
# em 1993 = 25,72% do PIB;
# em 1994 = 29,46% do PIB;
# em 1995 = 37,3% do PIB;
# em 1996 = 28,97% do PIB;
# em 1997 = 29,03% do PIB;
# em 1998 = 29,74% do PIB;
# em 1999 = 32,15% do PIB;
# em 2000 = 33,18% do PIB;
# em 2001 = 34,7% do PIB;
# em 2002 = 36,45% do PIB;
# em 2003 = 34,92% do PIB;
# em 2004 = 35,88% do PIB;
# em 2005 = 37,37% do PIB.

Copiei estes dados do wikipédia porque estava mais fácil, mas se vc não acreditar pode conferir no site da receita federal no link:
http://www.receita.fazenda.gov.br/Historico/Arrecadacao/Carga_Fiscal/default.htm

Mais uma vez: o problema, a meu ver, não está na crítica em si, mas no fato do professor comparar o governo Lula ora com Sarney, ora com FHC, com a nítida intenção que o governo atual é o pior de todos os tempos, o que simplesmente não é verdade.
Abs
Sydnei.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

A diferença existente no índice de 2002 apontado pelo economista e aquele indicado na tabela enviada pelo Sidney deve ter uma explicação. Talvez algum economista possa nos ajudar.

De qualquer forma eu também não acho que esse seja o pior governo de todos os tempos. O Lula até tem me impressionado positivamente muitas vezes.

As comparações feitas ora com FHC, ora com Sarney, devem-se ao próprio estilo egocêntrico e doentio do Lula que sempre se coloca como o grande salvador e o melhor de todos os tempos (”- Nunca na história desse país…”).

Acho que ele acaba pagando pela própria língua enorme.

Obrigado Sidney pelas informações e seja sempre bem vindo.

Abs

Germano

 

17.09
08

A crise na Bolívia: um fantástico exemplo

Postado por GermanoCWB ·

A opinião do GermanoCWB

Texto de autoria de GermanoCWB

A crise na Bolívia deveria ser vista como um fantástico exemplo a ser seguido pelo povo brasileiro.

O povo boliviano está mostrando sua garra e tenacidade adquiridos em séculos de vida duríssima nos altiplanos andinos, sob condições climáticas e topográficas quase inimagináveis pelo brasileiro comum, e no país mais pobre da América do Sul.

Antes de continuar quero deixar claro para os tele-especialistas de plantão quatro coisinhas básicas que os tele jornais não contam:

1- Os ‘revoltosos’ não estão lutando contra o presidente Evo iMorales democraticamente eleito com maioria dos votos, mas contra sua atitude centralizadora, tirana e inconstitucional.
2 – Lá, os governadores dos estados (departamentos) são indicados pelo presidente (portanto, por Evo iMorales), e contam com um elevado grau de autonomia administrativa e fiscal. Mas a atitude despótica de Evo pretende restringir a autonomia e se apoderar das receitas oriundas do gás e que são legalmente dos estados, deixando o povo desses estados a míngua e nas mãos do poder central. É contra isso que eles lutam.
3 – O acesso dos organismos internacionais de cobertura da crise aparentemente é restrito, o que sugere que as notícias que recebemos podem estar sendo manipuladas pelo governo central.
4 – O presidente Evo iMorales já tentou acabar com a liberdade e com as autonomias locais quando tentou impor uma nova constituição ao país. Agora tentou de novo na canetada. E aquele povo, que não é burro, não está aceitando e luta por isso.

Lá, os bolivianos de raça exigem seus direitos, lutam pelo cumprimento dos acordos e pelo respeito à Constituição, numa atitude básica de qualquer cidadão decente.

Logicamente que conseguir isso não é fácil. Governos centralizadores e, portanto, totalitários e corruptos, não aceitam abrir mão de nenhuma parte da verdadeira pilhagem que praticam contra os cofres dos municípios e dos estados federados, exatamente como acontece no Brasil todo dia, mas aqui todo mundo deixa prá lá e se contenta em reclamar do governo na mesa do bar.

Também não é fácil fazer os mais pobres e necessitados entenderem que a causa da sua pobreza é, geralmente, o próprio governo. O mesmo governo que promete todo tipo de esmola em troca de suas vidas e de sua liberdade individual, exatamente como acontece no Brasil todo dia, mas aqui…

Não é para menos que os ditos ‘revoltosos’ são os estados mais ricos e que oferecem melhores condições para seus moradores, enquanto que os aliados do governo central são os estados mais pobres e que esperam pelas esmolas federais, tiradas de quem trabalha e produz mais, exatamente como acontece todo dia no Brasil, mas aqui…

E como já era de se esperar, a luta pela manutenção das autonomias dos
estados está sendo caracterizada pela propaganda oficial como separatismo,
como bem cabe a um governo altamente totalitário e centralizador, e que
apesar de eleito democraticamente, não cumpriu acordos e desrespeitou a
constituição, exatamente como acontece no Brasil todo dia, mas aqui…

Até um repórter do SBT no começo da crise disse mais ou menos o seguinte:
- “Se isso acontecer (a manutenção das autonomias constitucionais), a Bolívia poderá desaparecer do mapa, deixando de existir como país e mudando a geografia da América Latina.”

É uma pérola! O desgraçado repórter, formador de opinião, disseminador de informação, presta um enorme serviço ao Evo ao desinformar o cidadão falando uma idiotice dessas.
O repórter não faz a menor idéia do que é autonomia local, nem do significado de autonomia administrativa, tampouco entende o que representa uma República Federativa ou Federação.

Qualquer República Federativa que se preze define automaticamente que os estados e municípios são autônomos em relação ao governo central (ou federal).

Infelizmente, no Brasil, isso é só um escrito sem valor no nome de um país, em que os estados e municípios tem suas riquezas e receitas de produção dilapidadas pelo governo central, obrigando governadores e prefeitos a pedirem benção com o chapéu na mão em troca de algumas migalhas, para poderem oferecer um mínimo de melhorias aos habitantes de suas regiões.

Isso que Evo iMorales está tentando, e é contra isso que os bolivianos estão lutando.

Então, autonomia não tem nada a ver com separatismo.
Autonomia é uma coisa e separatismo é outra bem diferente.

Desgraçadamente o brasileiro, em geral, acha que se politiza assistindo televisão. É uma lástima.

Em nome de uma democracia de verdade todos deveríamos pedir maior autonomia aos estados e municípios já!

Agora veja algumas informações e curiosidades sobre a Bolívia.

- A Bolívia é uma República Federal Presidencialista, como o Brasil.
- Ela é dividida em 9 departamentos, que são como os estados daqui.
- Os municípios e vilas são governados pelos presidentes de câmaras e por conselhos eleitos diretamente pelo povo.
- Os dirigentes dos departamentos (estados) são indicados pelo presidente da república.
- Existem 3 poderes: Executivo (presidente), Legislativo (congresso) e Judiciário, como aqui.
- O Executivo (presidente) é forte, centralizador e totalitário, como aqui.
- O Legislativo (congresso) é ofuscado pelo poder central e praticamente limita-se a aprovar as demandas do Executivo, como aqui.
- O Judiciário é composto pelo Supremo tribunal, pelos Tribunais Departamentais e por outras instâncias inferiores, e está há muito tempo dominado pela corrupção e pela ineficiência, como aqui.
- A Bolívia não tem litoral, perdido para o Chile na Guerra do Pacífico (1879-1883), juntamente com suas ricas reservas de nitrato.
- Foi o exército boliviano que, em 1967, fuzilou o terrorista e guerrilheiro Che Guevara.
- Evo iMorales mente ao falar para todo mundo que o Brasil tomou da Bolívia as terras do Acre e deu um cavalo em troca. Na verdade o Brasil pagou um preço bem alto por aquelas terras.
Aquela região era grande produtora de borracha e estava lotada de brasileiros. Para acabar com os constantes conflitos entre bolivianos e brasileiros os dois governos assinaram, em 1903, o Tratado de Teresópolis, que estipulava que a Bolívia cederia as terras do Acre ao Brasil em troca de uma parte do estado do Mato Grosso e mediante o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, além do compromisso de construir uma estrada de ferro que permitisse o acesso dos produtos bolivianos ao Oceano Atlântico.
O Brasil construiu, então, a Ferrovia Madeira-Mamoré ligando o Acre a Porto Velho, ao custo de milhões de libras esterlinas e mais de 6.000 trabalhadores mortos. Vale muito a pena clicar no link acima e ver as fotos desse feito épico.
A obra que demorou 5 anos para ficar pronta (1907-1912) pela dificuldade de vencer os trechos escarpados e encachoeirados do rio Madeira, ficou mundialmente conhecida como a Ferrovia do Diabo.

Ah! E como apareceu o cavalo nesta história?
- É que além de cumprir todo o Tratado de Teresópolis, o governo brasileiro ainda presenteou o presidente da Bolívia não com um, mas com dois cavalos brancos.

É. O Evo é mesmo iMorales.

Autonomia aos estados e municípios já!
Abs
GermanoCWB


16.09
08

Governo desvia dinheiro do meio ambiente

Postado por GermanoCWB ·

Meio Ambiente deixa de receber R$ 3,2 bi de royalties

Da página do Yahoo Notícias

2 horas, 47 minutos atrás

O governo brasileiro desviou para o superávit primário R$ 3,2 bilhões de royalties de petróleo, de recursos hídricos e de minerais vinculados ao meio ambiente entre 2002 e 2007, cerca de 10 vezes mais do que deve receber da Noruega para investir na preservação da floresta amazônica, entre U$ 150 milhões e U$ 200 milhões. A informação consta de um relatório técnico elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

Nos últimos seis anos, o Ministério do Meio Ambiente deveria receber R$ 3,8 bilhões de royalties para investir nos programas ambientais, mas ficou com apenas R$ 606 milhões. O restante dos recursos foi, como se diz no jargão orçamentário, contingenciado – a maior parte já na aprovação da lei orçamentária. Ou seja, os parlamentares aprovaram a proposta do governo de deixar o dinheiro dos royalties numa reserva de contingência, a ser utilizada apenas eventualmente.

Na prática, o dinheiro dos royalties tem sido acumulado no caixa do governo para o superávit primário, a economia de receitas que o governo faz para teoricamente pagar a dívida. Esse “desvio de finalidade” foi possível porque a legislação diz onde o dinheiro dos royalties pode e onde não pode ser aplicado, mas nada impede o governo de não gastá-lo, como vem ocorrendo. No caso da participação especial do petróleo, por exemplo, o Meio Ambiente tem direito a 10% de tudo o que o Tesouro arrecada.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o contingenciamento de verbas é um dos motivos que levaram à proposta do fundo privado para defender a Amazônia, no qual o Tesouro não tem ingerência. Além disso, segundo Minc, o governo enviou um projeto ao Congresso flexibilizando a regra sobre a utilização dos royalties do petróleo – hoje limitada a programas de mitigação de desastres ambientais no mar.

“Queremos utilizar o dinheiro em programas de clima, que contribuam para a redução das emissões de gases poluentes, como a preservação e o monitoramento da Amazônia e o programa de tirar metano do lixo”, afirma. O ministro diz que a expectativa é arrecadar US$ 900 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) para o Fundo Amazônia neste ano. A primeira doação será oficializada hoje pelo primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, em Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

16.09
08

Suplentes já ocupam mais de 20% das vagas do Senado

Postado por GermanoCWB ·

Da página do Yahoo Notícias

Ter, 16 Set, 07h58

Ada Mello (PTB-AL), prima do senador Fernando Collor (PTB-AL), assumiu ontem a vaga do ex-presidente no Senado, elevando a 19 o total de parlamentares da Casa que não foram eleitos.

Ada é a segunda suplente de Collor. O primeiro é Euclydes Mello (PRB-AL), também seu primo, que já assumiu o mandato por quatro meses, durante licença anterior do titular, mas que agora está em campanha para prefeito de Marechal Deodoro (AL).

Collor tirou licença de 90 dias do Senado para se dedicar à campanha de parentes em Alagoas. Ele quer turbinar a campanha do filho Fernando James (PTB) e também do primo Euclydes. James disputa a Prefeitura de Rio Largo.

A proposta de emenda à Constituição que trata da situação dos suplentes, aprovada no ano passado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), está esquecida numa gaveta. E boa parte dos senadores sinaliza que não tem intenção de aprová-la, sobretudo os que entregaram a suplência aos que financiaram sua campanha.

A proposta da CCJ proíbe a indicação de parentes para a suplência e, em caso de morte ou renúncia, prevê a eleição de um novo suplente para ocupar o cargo.

A pressão dos suplentes, porém, impediu que o texto avançasse a ponto de acabar com estas vagas, como queria o relator Demóstenes Torres (DEM-GO). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

16.09
08

Banda larga brasileira está entre as piores do mundo

Postado por GermanoCWB ·

Banda larga brasileira está entre as piores do mundo, diz estudo

Plantão | Publicada em 15/09/2008 às 12h00m

O Globo Online

RIO – O Brasil tem uma das piores redes de banda larga do mundo, segundo um estudo que analisou a internet rápida em 42 países do mundo. Na pesquisa, consuzida pelas universidades de Oxford e Oviedo, a pedido da Cisco, o Brasil ficou a frente apenas de Chipre, México, China e Índia.

Numa escala de 0 a 100 o Brasil fez 13 pontos, valor considerado inadequado para o uso de aplicativos comuns na rede hoje em dia, como navegação web, downloads de música, streaming básico de vídeo e chat por vídeo.

Os dados foram conseguidos através de testes reais de velocidade de banda larga, conduzidos por usuários do mundo inteiro pelo site www.speedtest.net, durante o mês de maio. Os três critérios utilizados pela equipe foram as velocidades de download e de upload, e latência (medida de demora na transmissão de dados).

Mais da metade dos 42 países estudados apresentaram conexões de banda larga com o nível necessário de desempenho para oferecer uma experiência consistente de qualidade para os aplicativos Web mais comuns existentes atualmente. No entanto, mesmo nações européias como Reino Unido, Espanha e Itália, ficaram em média abaixo desse limite.

O Japão obtive ampla vantagem na primeira posição, sendo o único que se mostrou preparado para oferecer a qualidade necessária para os aplicativos Web de próxima geração nos próximos 3 a 5 anos. Suíça e Holanda tiveram o melhor desempenho de conexões de banda larga na Europa, resultado dos investimentos crescentes em expansões de rede a cabo e de fibra, segundo o estudo.

Aplicativos futuros incluem telepresença envolvendo consumidores, cuidados com a saúde, educação, compartilhamento e streaming de arquivos de vídeo de alta qualidade, IPTV de alta definição, transmissões ao vivo com qualidade de cinema e automação doméstica avançada.

8.09
08

Como trocar de operadora sem perder o número

Postado por GermanoCWB ·

A partir de 1º de setembro, os brasileiros poderão trocar de
operadora mantendo o seu número de telefone. Saiba tudo sobre esta mudança.

Na próxima segunda-feira (01/09), a portabilidade numérica começa a ser
implementada no Brasil. Saiba o que isso significa e como você poderá se
beneficiar desta mudança nas regras da telefonia.

O que é portabilidade numérica?
É a possibilidade manter o seu número de telefone ao trocar de operadora, de
plano de serviço (de pós para pré-pago e vice-versa) ou de endereço (no caso
da telefonia fixa).

Quando ela começa?
Depende de onde você mora. A implementação começa na próxima segunda-feira
(01/09), mas vai até o final de fevereiro de 2009. Na cidade de São Paulo,
por exemplo, a portabilidade tem até 1º de março do ano que vem para
estrear. A tabela completa com os prazos para cada código DDD pode ser
conferida no site da Anatel.

Tenho que pagar para levar meu número de uma operadora para outra?
Sim. O preço da portabilidade será definido pela Anatel e será cobrado cada
vez que o número for portado para outra operadora. A estimativa inicial de
custo é de até 10 reais a cada transferência, segundo a área de comunicação
da agência.

Mas a prestadora para a qual o usuário deseja mudar poderá isentá-lo da
cobrança da taxa. As operadoras Claro, Oi, Vivo, Sercomtel e Telefônica já
afirmaram que não cobrarão taxa de transferência.

Quantas vezes posso trocar de operadora mantendo o meu número?
Quantas vezes quiser, não há limite.

A quem devo solicitar a transferência de número?
À operadora para a qual você pretende migrar. A operadora que perde o
usuário não participa da negociação.

Em quanto tempo a operadora terá que fazer a troca?
Inicialmente, em até cinco dias. A partir de março de 2010, o prazo passará
a ser de três dias.

Posso desistir da troca?
Sim, até dois dias úteis após fazer o pedido.

Quanto tempo meu telefone ficará sem funcionar na transição de uma operadora
para a outra?

No máximo 2 horas.

Posso transferir meu número de uma linha fixa para uma móvel?
Não, somente de fixo para fixo ou de móvel para móvel.

Posso trocar minha linha pré-paga de uma operadora para uma pós-paga de
outra?

Sim, desde que dentro da mesma área de DDD.

Posso trocar meu número de Estado?
Não. Na telefonia fixa, a portabilidade será possível dentro da mesma área
urbana. No caso do serviço móvel, a manutenção do número será dentro do
mesmo código DDD.

O pedido pode ser negado?
Somente se: já houver outro pedido de portabilidade para aquele número em
andamento; se o número for inexistente ou não estiver designado a um
usuário; se for apenas de uso temporário ou estiver desligado; ou se o
número for correspondente a um terminal público.

Preciso manter o meu contrato de fidelidade com a operadora?
Sim. A portabilidade não anula contratos de fidelidade assinados pelo
usuário – lembrando que a regulamentação da telefonia móvel não permite
contratos de fidelidade superiores a 12 meses no Brasil.

A operadora para qual vou migrar pode exigir contrato de fidelidade?
Sim, de no máximo 12 meses e desde que ofereça vantagens como aparelho ou
plano com desconto, segundo as regras de telefonia móvel vigentes no Brasil.

Posso trocar meu celular CDMA por um GSM de outra operadora mantendo meu
número?

Sim, a tecnologia não interfere no processo de portabilidade.

Posso levar meu número de Nextel para uma operadora móvel e vice-versa?
Não, o Nextel é outro tipo de serviço móvel ainda não contemplado pela
regulamentação da portabilidade.

Se eu tenho descontos para ligações para outros números cadastrados dentro
da minha operadora, como posso saber se esses números migraram para outra
operadora?

Usuários que possuem planos de descontos para ligações ou envio de torpedos
destinados a números da mesma operadora devem ficar atentos. Se o número
cadastrado em seu plano for portado para outra operadora, não há uma
identificação automática, e o cliente perde o desconto – ou seja, passa a
pagar mais caro pela ligação.

Pelo regulamento, as operadoras devem informar, de forma gratuita, no mínimo
em sua página na internet e no centro de atendimento por telefone, se
determinado número pertence ou não a sua rede, para que o usuário saiba se
realizará uma chamada intra ou inter-redes.

As operadoras Oi, Claro, Tim, Vivo e Telefônica informaram ao IDG Now! que
seguirão o regulamento definido pela Anatel, informando os números portados
via internet e pelo call center. A consulta, entretanto, deve partir do
cliente.

A Claro apresenta um diferencial: “o cliente poderá verificar se o telefone
para o qual ele quer ligar é da Claro, ou não, consultando o website da
operadora enviando um SMS para *150 (o envio da mensagem é gratuito)”,
informou a empresa.

No Japão, onde a portabilidade da telefonia móvel teve início em 2006, as
operadoras usam toques diferenciados para identificar seus clientes. “Logo
do início, uma das três maiores operadoras de celular que se chama Softbank
passava propagandas na TV explicando que se a ligação fosse para a Softbank,
seria emitido um toque especifico antes de começar a chamada. E isso até
agora funciona”, relata o leitor Saori Kawai, que mora no Japão, por e-mail.

Como devo proceder se a operadora não atender ao pedido de portabilidade nos
termos descritos acima?

Faça uma reclamação à Anatel ou procure os órgãos de defesa competentes,
como o Procon.

http://www.idgnow.com.br
Telecom e Redes > Serviços
Tire todas as suas dúvidas sobre a portabilidade numérica
(
http://idgnow.uol.com.br/telecom/2008/08/28/tire-todas-as-suas-duvidas-sobre-a-portabilidade-numerica)
Por Daniela Moreira, editora-assistente do IDG Now!
Publicada em 29 de agosto de 2008 às 07h20