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3.11
07

Trabalhar – Stephen Kanitz

Postado por GermanoCWB ·

Um belo texto que além de servir como um discreto tapa na cara desses socialistinhas que se multiplicam como ratos no nosso país, ainda desnuda duas características do brasileiro que são sempre negadas ferozmente: a arrogância e a indolência.JG


 FAZER O QUE VOCÊ GOSTA X GOSTAR DO QUE VOCÊ FAZ
 
Por Stephen Kanitz, formado em Administração de Empresas por Harvard e Articulista da VEJA.
 
A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente.
 
Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando “fazer o que se gosta”, um conselho confuso e equivocado.
 
Nenhuma empresa paga o profissional para fazer o que os funcionários gostam que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.
 
Justamente, paga-se um salário para compensar o fato de que o trabalho é essencialmente chato.
 
Mesmo que você ache que gosta de algo no início de uma carreira, continuar a gostar da mesma coisa 25 anos depois não é tão fácil assim. Os gostos mudam, e aí você muda de profissão em profissão?
 
As coisas que eu realmente gosto de fazer, eu faço de graça, como organizar o Prêmio Bem Eficiente; ou faço quase de graça, como escrever artigos para a imprensa.
 
Eu duvido que os jogadores profissionais de futebol adorem acordar às 6 horas todo dia para treinar, faça sol, faça chuva. No fim de semana eles jogam bilhar, não o futebol que tanto dizem adorar.
 
O “ócio criativo”, o sonho brasileiro de receber um salário para “fazer o que se gosta”, somente é alcançado por alguns professores de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral. Nós, a grande maioria dos mortais, terá que trabalhar em algo que não necessariamente gostamos, mas que precisará ser feito. Algo que a sociedade demanda.
 
Toda semana recebo jovens que querem trabalhar na minha consultoria num projeto social. “Quero ajudar os outros, não quero participar deste capitalismo selvagem”. Nestes casos, peço para deixarem comigo seus sapatos e suas meias, e voltarem a conversar comigo em uma semana.
 
Normalmente nunca voltam, não demora mais do que 30 minutos para a ficha cair.
 
É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem “fazer o que gostam?”
 
Quem irá retirar o lixo, que pediatra e obstetra atenderá você às 2 da madrugada? Vocês acham que médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos porque gostam?
 
Felizmente para nós, os médicos, empresas, hospitais e entidades beneficentes que realmente ajudam os outros, estão aí para fazer o que precisa ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que precisa ser feito, do que os egoístas que só querem “fazer o que gostam”.
 
Teremos então que trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressora?
 
A saída é aprender a gostar do que você faz, em vez de gastar anos a fio mudando de profissão até achar o que você gosta. E isto é mais fácil do que você pensa. Basta fazer o seu trabalho com esmero, um trabalho super bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.
 
Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão fazer seu trabalho com distinção e que o colocarão à frente dos demais.
 
Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isto, demoro demais, vivo brigando com quem é medíocre, reescrevo estes artigos umas 40 vezes para o desespero dos editores, sou super exigente, comigo e com os outros.
 
Hoje, percebo que foi este perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.
 
Se você não gosta do seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor na sua área, destaque-se pela sua precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado e outras portas se abrirão. Você vai começar a gostar do que faz, vai começar até a ser criativo, inventando coisa nova, e isto é um raro prazer.
 
Faça o seu trabalho mal feito e você estará odiando o que faz, a sua empresa o seu patrão, os seus colegas, o seu país e a si mesmo.
 
Este é na minha opinião, o problema número 1 do Brasil. Fazemos tudo mal feito, fazemos o mínimo necessário, simplesmente porque não aprendemos a gostar do que temos de fazer e não realizamos tudo bem feito, com qualidade e precisão.
 
 

3.11
07

Lula – O Presidente do Povo

Postado por GermanoCWB ·

QUINZE PERGUNTAS EXTREMAMENTE DIFÍCEIS DE SEREM RESPONDIDAS.

PROCURA-SE UMA MENTE SUPERIOR CAPAZ DE RESPONDÊ-LAS.

        1. Por que o presidente do povo usa terno Armani?

        2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?

        3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez, aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de “perseguido político” isenta de Imposto de Renda, salário de presidente de honra do PT e salário de presidente da república?

       4. Por que o presidente do povo é perseguido político, sendo que passou apenas UMA noite no DOPS?

        5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?

        6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?

        7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?

        8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?

        9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?

        10. Por que o partido do presidente do povo tem ligação com a FARC e ninguém comenta isto?

        11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada?

        12. Por que o presidente do povo não sofreu “impeachment” como o Collor sofreu?

        13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep.cassado) e Antonio Palocci (indiciado por quebra ilegal de 
sigilo bancário e outros crimes) não o foram?

        14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas do partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES?

        15. Finalmente, a pergunta mais difícil de todas: Por que tantos intelectuais, cientistas, professores universitários, reitores e outros membros da nata do país, continuam apoiando o presidente do povo?

       Alguém sabe pelo menos uma das respostas?

27.10
07

Antiamericanismo – Doença Infantil

Postado por GermanoCWB ·

Copiado descaradamente do blog do Rodrigo Constantino, economista e escritor.

Leia este e outros artigos do Rodrigo Constantino em: http://rodrigoconstantino.blogspot.com

“Gente idiota existe no mundo todo, em especial no Brasil, onde ainda se idolatra o marxismo, por exemplo. Mas seria bom se os brasileiros conseguissem superar essa doença infantil que é o antiamericanismo, já beirando níveis patológicos por aqui. Afinal, a inveja é uma droga!”

Rodrigo Constantino

“O objetivo do terceiro-mundismo é acusar e, se possível, destruir as sociedades desenvolvidas, não desenvolver as atrasadas.” (Jean-François Revel)

Está estampado na capa do jornal O Globo este sábado a foto de um dos 18 gerentes de imprensa do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Kevin Neuendorf, ao lado de uma mensagem que escreveu no quadro onde se lê “Welcome to the Congo!”. Depois, ao lado de um higienizador de ambientes, ele tentou se explicar, alegando que estava se referindo ao calor carioca. Não tardou a aparecer gente atacando os americanos, em geral, por preconceito. O sentimento de inferioridade nacional é tão grande, e o antiamericanismo tão irracional, que qualquer coisa é pretexto para condenar o “império” do norte.

Existem dois absurdos muito evidentes nessa postura de muitos brasileiros, que usam esse episódio para falar de “preconceito dos americanos”. Em primeiro lugar, fica claro o coletivismo tosco dessa gente, que usa o caso isolado de um sujeito para extrapolar para toda a nação a culpa. Ora, se um brasileiro qualquer falar algo sobre os Estados Unidos, isso jamais será sinônimo do que os brasileiros em geral pensam. Somente cupins, acostumados a “pensar” como uma colônia de insetos gregários, apelariam para tal generalização absurda. Em segundo lugar, esses brasileiros ignoram, ao acusar de preconceito esta comparação feita com o Congo, que estão sendo, eles mesmos, preconceituosos com os congoleses! Quer dizer que é humilhante comparar o Brasil ao Congo? Por quê? Por que seria xingamento isso? Os congoleses não podem se sentir ofendidos por serem comparados com o Brasil? Se o critério é o desenvolvimento, então seria ofensivo alguém chegar aos Estados Unidos e escrever “Welcome to Brazil”, certo? É triste ser para os Estados Unidos o que o Congo é para o Brasil…

Na verdade, como carioca, posso falar que outro dia mesmo estava comentando o calor do nosso “inverno”. Não, não sou daqueles que logo conclui que o aquecimento global é para valer, por culpa dos homens, e que o mundo vai acabar em breve se nada for feito. Esse alarmismo malthusiano, cheio de interesses obscuros por trás, não me convence, por vários motivos que não são tema desse artigo. Mas o fato é que nosso inverno é quente mesmo. Quando eu visitei Moscou na primavera, cheguei debaixo de neve, num frio insuportável. Se eu tivesse dito que aquilo parecia o Pólo Norte, seria acusado de preconceito? E se fosse preconceito, seria com Moscou ou com o Pólo Norte?

O presidente Lula, recentemente, fez um apelo para que os brasileiros não falassem mal do Brasil lá fora, e ainda afirmou que os suíços não faziam isso. Em primeiro lugar, é mentira. Muitos suíços criticam sua nação. Criticar é fundamental para quem deseja melhorar. Em segundo lugar, vamos combinar que há muito menos o que ser criticado na Suíça em relação ao Brasil. O presidente parece ser daqueles que acham que, se o fato for ignorado, o fato desaparece. Se um filho tem problemas com drogas, por exemplo, basta não comentar isso, fingir que está tudo normal, e tudo ficará normal. É a primazia da mente acima da primazia da realidade. Algo como as mensagens bobas de livros da auto-ajuda, onde basta repetir em frente ao espelho que somos perfeitos e assim seremos. Uma obesa pode repetir quantas vezes quiser que é linda e magra, mas se não fechar a boca e fizer exercícios, continuará obesa. Como seria fácil se a realidade pudesse ser transformada apenas com o desejo da mente!

No programa Manhattan Conection de algumas semanas atrás, Diogo Mainardi teve uma tirada muito espirituosa, quando Lucas Mendes lhe perguntou se o Brasil seria uma Suíça perto do Cazaquistão. Ele disse que o Brasil seria um Cazaquistão perto da Suíça! Encarar os fatos da realidade faz bem. Não é por acaso que os Estados Unidos são o que são. Lá a crítica é freqüente, ácida e muitas vezes até mentirosa, como nos “documentários” do aclamado Michael Moore, ídolo dos invejosos tupiniquins. Os Estados Unidos, com imprensa livre, estão sempre sob constante ataque dos próprios americanos, e isso força uma melhoria através da pressão popular. O já citado Michael Moore, que usa e abusa de manipulações em seus filmes, gosta muito de criticar os Estados Unidos e falar bem até mesmo de Cuba. Mas o fato é que ele pode fazer isso à vontade nos Estados Unidos, enquanto se fosse o contrário, já teria sido fuzilado no paredón cubano faz tempo. Fidel não gosta muito de ser criticado.

Os brasileiros que sofrem da doença infantil do antiamericanismo são tão caras-de-pau que costumam comparar nossa minúscula elite com todo o povo americano. Esquecem que a classe média americana é gigantesca, e a palavra medíocre vem de média. Sim, é verdade que o americano médio nem mesmo sabe a capital do Brasil. Mas, cáspita! Por acaso o brasileiro médio sabe a capital da Índia ou da China?! Até mesmo a capital dos Estados Unidos, país mais rico e importante do mundo, é desconhecida pela maior parte dos brasileiros. Por que então o americano médio deveria saber a capital de um país pouco relevante no comércio internacional como o Brasil? Que tal compararmos as taxas de analfabetismo, incluindo o funcional, tão comum por aqui, entre o povo americano e o povo brasileiro, em geral? Isso os antiamericanos não fazem…

Por fim, acusar os americanos de xenofobia e preconceito contra estrangeiros parece um tanto esquisito quando lembramos que lá residem pacificamente milhões de brasileiros, mexicanos, cubanos, porto-riquenhos, chineses, indianos, judeus, irlandeses etc. Os Estados Unidos foram criados na base da imigração. Nos últimos anos, receberam milhões de imigrantes novos, tendo que gerar postos de emprego para essa massa de gente que foge de seus países de origem em busca de melhores oportunidades. Ainda assim, está com uma taxa de desemprego de apenas 4,5% e economia crescendo mais que a nossa, mesmo partindo de uma base muito maior. Creio que isso é que deve incomodar mesmo essa turma antiamericana, que vive sonhando com o dia em que o “império” será destruído. Keep dreaming…

O ato do americano Kevin Neuendorf pode ser encarado como um ato infeliz, sem dúvida. Gente idiota existe no mundo todo, em especial no Brasil, onde ainda se idolatra o marxismo, por exemplo. Mas seria bom se os brasileiros conseguissem superar essa doença infantil que é o antiamericanismo, já beirando níveis patológicos por aqui. Afinal, a inveja é uma droga!

24.10
07

Dicas para a hora do sexo

Postado por GermanoCWB ·
Dicas da Glorinha Kalil
Etiqueta na Hora do Sexo
(NÃO RIA, O NEGÓCIO É SÉRIO!!)

Para as Mulheres:

© Nunca, em hipótese nenhuma, use calcinha furada.

© No dia em que você sair com aquela calcinha mais fuleira, pode ter certeza que vai ser o dia que você vai tirar o pé-da-lama!

© Não faça performances que você não sabe. Tentar coisas novas é bom, mas transar em cima do lustre não fica legal.

© Depile-se. Se vira… Ande com gilete na bolsa… Fique a melhor amiga da depiladora… e mantenha as partes em ordem.

© Não fale : ‘- Tira a mão daí!!’ Se você está na chuva, se molhe.

© Homem não gosta de transar de luz apagada.

© O cara quer virar e dormir? Qual o problema? Vire e durma primeiro que você vai ver só a repercussão que isso causa na mente alheia.

© Cuidado. Gemer é uma coisa. Mugir, latir é outra.

Para os Homens:

© Se já inventaram o gel lubrificante , use-o. Nada de tentar comer a bundinha da sua namorada à seco ou com os derivados do leite… Como por exemplo: requeijão, yogurt, sorvete, Leite de Aveia Davene, ou qualquer outra coisa. Tem KY pra vender na farmácia do lado da tua casa.

© Porque os homens sempre coçam o saco? Parem de coçar e lavem ele. Saco fedido é o ‘ó’.

© Não transe de relógio. Não é nada legal tomar uma relojada na cabeça.

© Os psicólogos sempre dizem que nós somos aquilo que nós acreditamos ser. Se você tem um pinto pequeno… Você pode achar que ele é grande… Se você acredita nisso, problema é seu. Não tente me convencer disso, porque é inútil.

© Uma palmadinha é sempre bom. Porém, tenha noção das paradas. Um tapinha é diferente de uma pancadaria.

© Acúmulo de ar na perereca é normal. Sem critério é dizer: ‘Amor, sua pepeca está peidando!’.

© Tome cuidado com o que vai falar e a hora que isso é dito. Um clima de amor, remember …. Eu te amo pra lá… Eu te amo pra cá… E de repente, do nada: ‘Chupa meu pau!’ Isso não é legal.

© Peidou? Ria… Porque vai feder de qualquer jeito!

15.10
07

Sinto Vergonha de mim – Cleide Canton – Rui Barbosa

Postado por GermanoCWB ·

Caros amigos

Postei este artigo em Out/2007 e agora, Out/2008, estou atualizando e incluindo um vídeo que recebi do amigo Biasotto.

E agora ficou muito mais fácil !

Não tem mais desculpa.

O texto é ótimo, mas como poucos gostam de ler eu coloquei o Rolando Boldrin lendo para vocês. É só ouvir e acompanhar o texto.

O último trecho é parte de um pronunciamento de Rui Barbosa no Senado, em 17 de Dezembro de 1914, mas poderia ter sido escrito hoje. Se estes versos retratam o Brasil do começo do século XX, alguém, em 2007, ainda pode acreditar que o país tem futuro?

Abs

GermanoCWB

Parabéns Cleide Canton  (www.paginapoeticadecleidecanton.com/sintovergonha.htm)

Jovens do século XXI mostrem sua indignação. Lutem para mudar este quadro com todas as suas forças pois não é uma batalha gloriosa a que vamos travar, é contra a vergonha de ser brasileiro. Nesta o suborno – e não o medo – é que faz desertores. É uma luta onde os guerreiros além da coragem tem que ter princípios.
Lutem pois a recompensa é que, ao final deste século seus descendentes lerão estes versos apenas como belas palavras extraidas de um mar de lama que deixou de existir.

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
_________________Cleide Canton

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“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto”
__________________Rui Barbosa

Este último trecho é parte de um pronunciamento de Rui Barbosa no Senado, em 17 de Dezembro de 1914, mas poderia ter sido escrito hoje. Se estes versos retratam o Brasil do começo do século XX, alguém, em 2007, ainda pode acreditar que o país tem futuro?

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14.10
07

Vem aí o comunismo

Postado por GermanoCWB ·

Vem aí o comunismo
por Ipojuca Pontes em 02 de julho de 2007

Resumo: O problema do gigantismo estatal não é apenas técnico, mas, sim, de ordem político-ideológico: o excesso de ministérios (37, ao todo), as classificações do funcionalismo, as contratações e designações da militância partidária dentro da administração pública, antes de representar uma triste herança do Estado Patrimonial tão caro ao Brasil, significa o claro avanço na etapa de “transição para o socialismo”.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Um dos primeiros atos de Lenin depois do golpe sobre o governo provisório de Kerenski, na Rússia, em 1917, foi criar o Conselho Pan-Russo de Gestão Operária, cujo objetivo principal era empreender a imediata ocupação dos cargos públicos pelas hostes bolcheviques. Mesmo durante o período do governo social-democrata de Kerenski, Lenin exigiu que o partido infiltrasse nas repartições públicas e ministérios o maior número possível de militantes, todos credenciados a cumprir tarefas de sabotagem, espionagem e administração revolucionárias. Lenin queria, a todo custo, erigir a sua “Ditadura do Proletariado” e acreditava que só ocupando os postos públicos com membros do Partido Bolchevique, ainda que desqualificados, poderia destruir o aparelho do Estado burguês e, em seguida, controlá-lo.

No livro “A tragédia de um povo” (Record, Rio, 1999), o minucioso historiador inglês Orlando Figes narra o episódio dantesco de um bando bolchevique que, em menos de 24 horas após a quase secreta ocupação do Palácio do Inverno por Lênin e aliados, invadiu as dependências do banco oficial e tentou convencer o gerente a entregar-lhes as chaves do cofre. Como o funcionário, perplexo, reagisse à intimidação, um dos militantes bolchevique acercou-se e, pelas costas, deu-lhe um tiro na nuca. A grana do erário público e o controle do aparato do Estado eram fundamentais para a supremacia da Revolução Russa.

No Brasil, sem a menor necessidade de apelar para a violência armada, numa ação estratégica posta em prática desde as primeiras horas do primeiro mandato, o governo de Lula se apoderou dos cargos públicos e, gradativamente, de forma sistemática, tem sabido administrar o aparelhamento da máquina estatal com a “inclusão” em larga escala de militantes do “partido hegemônico”.

Em medida recente, a pretexto de monitorar o Estado e torná-lo mais abrangente, o governo federal criou 626 novos cargos comissionados, entre os quais 83 postos para funcionamento da recém-criada Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, ( a SEALOPRA) vinculada à Presidência da República, hoje ocupada pelo professor Mangabeira Unger, o homem que acusou o governo Lula de ser “um dos mais corruptos da história”.

Um dia antes, por meio da Medida Provisória 375, o governo federal tinha anunciado o aumento de até 139,75% nos vencimentos de 21.563 cargos de confiança, alguns com salários na órbita de R$ 10.748,73 – sem contar os adicionais ou vantagens, tais como, por exemplo, diárias de viagens, transporte e apartamentos funcionais. Segundo o Ministério do Planejamento, os gastos com os novos vencimentos chegarão à casa dos R$ 475 milhões, mas cálculos econômicos mais detidos dão conta de que o impacto sobre as despesas do Tesouro, no final, ultrapassará os R$ 600 milhões.

O crescimento vertiginoso dos gastos públicos no governo Lula tomou proporção alarmante. Atingindo a média de 9,5%, nos anos de 1980, as despesas correntes do governo chegaram em 2006 ao incrível patamar do 30,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, na ordem aproximada dos R$ 2 trilhões – com a certeza de bater novo recorde de despesas em 2007, tal como deixa entrever as recentes contratações, o aumento de vencimentos em cargos comissionados e a contratação de terceirizados. (Sobre terceirizados, uma autêntica caixa preta, sabe-se que eles são estimados hoje em mais de 2 milhões de contratados).

Atenta à ampliação dos gastos, a burocracia econômica do governo, por sua vez, já planeja encaminhar ao Congresso a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008 prevendo, com o aumento da inflação, a elevação da carga tributária acima dos 40% do Produto Interno Bruto-PIB – uma violência sem precedentes a atingir o bolso do contribuinte. (À margem o fato de que a carga tributária poderá chegar aos 50% caso o fisco resolva multar o contribuinte por inadimplência).

Neste quadro crítico, graças aos escorchantes impostos cobrados sobre renda e salários, contribuições de toda natureza e mais de duas dezenas de encargos incidindo sobre o consumo, o Brasil, em recente pesquisa promovida pela revista “Forbes”, foi incluído na lista dos países “mais infelizes do mundo”. Com efeito, o Gigante Adormecido foi classificado no Índice de Infelicidade por Impostos, entre 100 países considerados civilizados, em 13º lugar – um número duplamente agourento.

Diante da calamitosa situação, uma Frente Parlamentar em Brasília tenta viabilizar Projeto de Lei Complementar, criando um código dos direitos dos contribuintes em âmbito nacional, com o apoio da sociedade e o respaldo de instituições públicas e privadas. As reivindicações da Frente são tímidas e quase inexpressivas diante da fúria arrecadadora do governo federal: elas objetivam impedir que o fisco continue retendo impostos a serem restituídos por mais de 128 dias, ou que faça a cobrança antecipada de tributos, como ocorre no caso do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Nada disso representa muita coisa, visto que o problema do gigantismo estatal não é apenas técnico, mas, sim, de ordem político-ideológico: o excesso de ministérios (37, ao todo), as classificações do funcionalismo, as contratações e designações da militância partidária dentro da administração pública, com os respectivos aumentos da carga tributária e o excesso de leis assistencialistas, etc., antes de representar uma triste herança do Estado Patrimonial tão caro ao Brasil, significa o claro avanço na etapa de “transição para o socialismo”, cuja falácia maior se sustenta na utópica promessa da criação de uma “sociedade mais justa e igualitária” – tal como imaginada pelo revolucionário Lenin que, como é sabido, levou a extinta União Soviética ao derramamento de sangue, suor e lágrimas.