Depois de ler esse texto, leia também:
- Apagão aéreo 2 – Ele não sabia de nada
- Apagão aéreo 3 – o que a imprensa não conta
- Diferenças entre os apagões brasileiros
Muito interessantes os escritos reproduzidos abaixo por cientistas políticos a respeito do tema acima. Bom refletir sobre o que eles dizem.
Se verdadeiras as hipóteses apresentadas…confirma-se o que venho sentindo: Brasil, govêrno atual…SEM CHANCE DE MELHORAR!
Ricardo Mesquita.
Tráfico de influências no controle do tráfego aéreo
Eu insisto em bater nesta tecla do controle do tráfego aéreo, ainda que exista quem diga que este assunto não atinge eleitores do Lulla e portanto é bobagem falar deste tema. Atinge sim, tem muito eleitor deste presidente que está amargando horas em filas intermináveis nos aeroportos das maiores cidades do Brasil.
Mas nem penso em atingi-los, penso mesmo é em mostrar aos “donos da bola da vez”, que não somos cegos nem apalermados, que percebemos muito bem aonde querem chegar com tantas idas e vindas, contradanças e rodeios. Afinal, como um setor que funcionava à contento (apesar de esquecido pelo governo) até setembro de 2006 entrou em colapso após o desastre da Gol ?Já é do conhecimento de todos que este setor (antes só operado por militares treinados na Escola Especial da Aeronáutica, localizada em Guaratinguetá-SP) à cada nova torre instalada durante o governo FHC, passou a contratar civis treinados por militares para exercer a função de controladores de vôo. Já houve , nestas alturas, uma quebra de regras , pois o correto seria que tais civis assumissem estas funções através de concursos públicos, mas pelo visto foram “escolhidos a dedo”……Agora, estes mesmos civis , através do Sindicato dos Controladores Civis e de seu presidente, fazem uma verdadeira campanha terrorista contra os controladores militares com o único intuito de que se desmilitarize o setor para colocar seus salários em patamares que os militares jamais sonharam receber. Mas esta não é a única vantagem pretendida. Esta, na verdade é a menor das vantagens, serviu só para motivar e fazer mover estes menores lacaios do governo na direção pretendida, pois o que o governo Lulla pretende é muito maior.
Os problemas no tráfego aéreo coincidentemente só começaram depois que estes civis contaminaram este setor com sua presença. E como coincidência não existe, concluo que eles lá foram conduzidos para fazer exatamente esta esbórnia afim de que os militares pagassem um pato que não lhes pertence.
Tudo para atender ao sonho de Lulla.
E o que é que Elle quer afinal?Elle quer que o controle de todo espaço aéreo passe para mãos de civis militantes petista, o que vale dizer, para as sôfregas mãos do próprio governo Lulla.
Afinal, quem já não soube que se Marta assumir a Pasta do Turismo, Lulla passará o controle da INFRAERO para este Ministério? Pode-se acreditar num absurdo deste?
É mais um Ministério a ser politizado, politicando sobre matéria da qual nada entende, mas cujas futuras decisões com certeza vão atender às expectativas e à gula deste presidente do Brasil.Mas há mais considerações à fazer à este respeito:1)A sincronicidade com que agem Chavez, Evo Morales, Nestor Kirchner e Lulla é no mínimo instigante, pois eles seguem uma partitura para ser executada à oito mãos, de autoria de um delirante ancião-maestro que rege a batuta desde sua ilha caribenha.
Haja vista que o montonero presidente Kirchner assinou decreto semana passada desmilitarizando o setor de controladores de tráfego aéreo da Argentina. Três dias depois, jornais porteños já publicavam matéria mostrando que os argentinos estão agora com receio de viajar, pois se o sistema aéreo argentino já não era confiável por ser obsoleto, passando para mãos de civis ficará mais arriscado ainda empreender viagens.2)O ex-Diretor do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) Brigadeiro Vilarinho, após ser exonerado deu entrevistas onde deixou claro que, enquanto respondeu por seu cargo enviou ao governo federal por diversas vezes solicitação de investimento no setor , pedidos estes que foram simplesmente ignorados.
Pior que isso, soube-se depois que no primeiro mandato, a verba destinada ao setor de controle aéreo foi desviada para o Programa Fome Zero.
Foi assim que a lâmpada apagou…lembram desta música?
No caso o que apagou foi outra coisa.
Agora pergunto se o Brigadeiro Vilarinho, até por respeito à sua patente e aos anos que dedicou ao DECEA não mereceria o direito de explicar melhor esta questão numa CPI do Apagão Aéreo. Eu gostaria muito de ouvi-lo, e como eu, milhões de brasileiros. Mas parece que os deputados não estão no Parlamento para servir à vontade do povo mas sim para jogar água nas inúmeras fogueiras governamentais.
Ainda mais agora que o bombeiro-mor Chinaglia assumiu a posse da mangueirona mestra.
Mas eu insisto, e se outros como eu insistirem também, quem sabe conseguimos manter acesa ao menos a lamparina da esperança . Esperança de ver a verdade vir à tona, de ver a justiça ser feita para com os militares, de ver os verdadeiros fins desta tramóia toda vir à luz.
Porque no final das contas quem mais sairá ganhando neste imbróglio todo (se vingar tudo o que elles pretendem) será Hugo Chavez que investe como louco em aeronaves de guerra e que deseja mais que tudo o controle do espaço aéreo da América do Sul. Fora que ficará muito mais fácil também para os aviões de narcotraficantes colombianos, venezuelanos e bolivianos fazerem seu droga-turismo. E os guerrilheiros das Farcs poderão trocar drogas por armas e vice-versa com muito mais tranqüilidade com os traficantes dos morros cariocas e de todo Brasil.
Afinal, se o setor de tráfego aéreo envolve a Segurança Nacional, ninguém melhor que militares para cuidar dele !
Mara Montezuma Assaf
O apagão pode, a CPI não!
Caos aéreo – Governo não consegue impedir novos transtornos para milhares de passageiros, mas mantém bloqueio às investigações do Congresso
Lorenna Rodrigues do Jornal do Brasil – Brasília
Forte, até agora, para impedir que o Congresso instale a CPI proposta para investigar o caos do transporte aéreo, o governo continua incapaz de evitar o próprio apagão. Ontem, o caos que voltou a tomar conta dos aeroportos desde domingo causou atrasos em 455 vôos, em todo o país, até o início da noite. De acordo com a Infraero, 30,1% dos 1.510 vôos programados decolaram com atraso superior a uma hora. Segundo o Ministério da Defesa, os atrasos refletiram ainda a pane no sistema de gerenciamento de vôos do Centro de Controle de Brasília (Cindacta 1), ocorrida na manhã de domingo, e as chuvas que levaram ao fechamento do Aeroporto de Congonhas, no fim de semana.
A explicação parece não ter convencido o presidente Lula. Ontem, Lula convocou para uma reunião “de emergência” o ministro da Defesa, Waldir Pires, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, além de representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Infraero. O presidente cobrou explicações e exigiu a apuração “imediata e rigorosa das causas do ocorrido”.
- (O presidente) Determinou que os usuários recebam as informações de modo rápido e correto nos aeroportos e que sejam implementados equipamentos reserva eficientes e eficazes – informou nota do Ministério da Defesa.
Apesar de a Aeronáutica e controladores de tráfego negarem que os atrasos estejam sendo causados por uma greve branca, a exemplo da que aconteceu no fim de 2006, a categoria voltou a pressionar o governo para retirar o controle de vôo das mãos dos militares. Amanhã, representantes dos controladores se reúnem com o ministro da Defesa para cobrar maior agilidade no processo de desmilitarização do setor, a criação de uma carreira e melhores salários.
Ontem, a situação no aeroporto de Brasília se agravou com o apagão nos painéis da Infraero. De acordo com o presidente da estatal, José Carlos Pereira, o problema foi causado por um pico de energia. A estatal abriu sindicância para apurar se houve negligência na manutenção ou operação dos painéis.
- Ninguém avisa nada, ninguém sabe dar explicação e nem os painéis funcionam. A situação é caótica – reclamou a enfermeira Kátia Montenegro, que esperava há duas horas por um vôo de Brasília para o Rio.