Guerra dos Farrapos – RGS 1835 a 1845

 

Clique aqui e conheça mais sobre o FEDERALISMO lendo outras OPINIÕES FEDERALISTAS.

 

A Guerra dos Farrapos (Revolução Farroupilha) e a Revolução Federalista são duas guerras com o mesmo objetivo: lutar contra o centralismo autoritário do governo central e defender o federalismo e a legalidade.

A Guerra dos Farrapos (farroupilha), de 1835 a 1845, foi o maior conflito civil do país. A elevada carga tributária sobre os estancieiros gaúchos, provocaram os protestos contra o governo central. Em setembro de 1835 o deputado federalista e coronel das milícias Bento Gonçalves da Silva depõe o presidente da província Antonio Fernandes Braga. A rebelião ganha adesão popular e o movimento evolui para posições separatistas e republicanas.

Em 1840 tem início o contra ataque das forças do governo e, em 1845, os revoltosos se rendem a Duque de Caxias.

O interessante é que, também em 1835, começa no Pará a Cabanagem, movimento que reuniu pobres, negros, mestiços e índios que viviam em cabanas ao longo dos rios e em situação precária graças ao descaso do governo central. A eles juntaram-se os proprietários rurais, todos lutando em busca de maior autonomia para a província.

No conflito a repressão das forças do governo matou mais de 30 mil pessoas. Isso mesmo, trinta mil!

E para reforçar a luta dos brasileiros contra a opressão dos governos ditatoriais e pela autonomia dos estados, em 1837 tem início na Bahia, a Sabinada, contestando a centralização autoritária.

Seguindo o exemplo de Pernambuco, que declarou sua Independência em 1824, quando D.Pedro I, contrariado em sua tendência absolutista e usando força militar dissolveu a Assembléia Constituinte e impôs a primeira Constituição do Brasil, arbitrária, absolutista e centralizadora, os Sabinos tomaram Salvador e declararam a Independência da Bahia em 1837.

Tanto os Farrapos quanto os Sabinos identificavam-se principalmente com o anticentralismo imperial.

Em novembro de 1837 os sabinos vencem com a adesão de parte das tropas do governo, expulsam as forças imperiais de Salvador, e proclamam a República.

Porém, em março de 1838, o Império retoma Salvador e o comandante das tropas manda incendiar a cidade e queimar vivos os defensores da república baiana, nas casas em chamas ou em fogueiras acesas nas ruas.

Só em 1893 é que acontece a Revolução Federalista e o Cerco da Lapa.

Nos 199 anos passados desde a Inconfidência Mineira em 1789 até a promulgação da sétima Constituição do Brasil, em 1988, tivemos:

13 grandes movimentos nacionais populares contra governos centralizadores, contra a intervenção nos estados e contra a diminuição das autonomias estaduais e, portanto, pela manutenção do federalismo.

2 estados (províncias) que declararam independência pelos mesmos motivos acima.

15 golpes de estado, atos legislativos ou intervenções centralizadoras, despóticas ou ditatoriais sufocando a vontade popular.

7 constituições

2 Plebiscitos

São inúmeros movimentos e quase todos eles esquecidos. Mas todos eles sempre com o objetivo comum de manter o federalismo e a autonomia dos estados, já que essas são as únicas formas de garantir a democracia, a liberdade e a prosperidade.

Germano