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17.09
08

Avaliação – em números – do Governo Lula

Postado por GermanoCWB ·

Fonte: Instituto Federalista

Avaliação – em números – do Governo Lula

Análise escrita por Ricardo Bergamini, em 17/09/2008.

Avaliação do Governo Lula
Pela primeira vez na história do Brasil o povo brasileiro encontrou um Presidente à sua altura, conforme reflexão abaixo:
Reflexão
Autor: Andrei Pleshu, filósofo romeno.
“No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”.

- De janeiro de 2003 até junho de 2008 a União gerou um déficit fiscal nominal de R$ 408,3 bilhões (3,40% do PIB).
Receitas Totais aumentaram da média/mês de R$ 36,4 bilhões (29,52% do PIB) em 2002 para R$ 49,6 bilhões (27,22% do PIB) no período de janeiro de 2003 até junho de 2008.

Queda real em relação ao PIB de 7,79% comparado com o ano de 2002.

- A dívida interna da União em poder do mercado e do Banco Central aumentou de R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB) em dezembro de 2002 para R$ 1.675,5 bilhões (62,06% do PIB) em junho de 2008.

Crescimento real em relação ao PIB de 9,04% comparado com dezembro de 2002.

- A série história de nossa balança comercial com base na média/ano foi como segue: 85/89 (superávit de US$ 13,5 bilhões = 4,57% do PIB); 90/94 (superávit de US$ 12,1 bilhões = 2,70% do PIB); 95/02 (déficit de US$ 1,1 bilhão = -0,15% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2008 (superávit de US$ 36,5 bilhões = 3,81% do PIB).

Queda real em relação ao PIB de 16,63% comprado com o governo Sarney (85/89).

- A série histórica dos investimentos externos líquidos (diretos e indiretos) com base na média/ano foi como segue: 85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões = -2,14% do PIB); 90/94 (positivo de US$ 7,0 bilhões = 1,57% do PIB); 95/02 (positivo de US$ 24,3 bilhões = 3,46% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2008 (positivo de US$ 24,6 bilhões = 2,57% do PIB).

Queda real em relação ao PIB de 25,72% comparado ao governo FHC (95/02).

- Com base nos números conhecidos no mês de junho de 2008, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da ordem 314.273 servidores: Legislativo – 4.739; Judiciário -13.995; Executivo Militar – 174.025 recrutas; Executivo Civil – 110.570 e Ex-territórios e DF de 10.944.

Acréscimo de 314.273 servidores em relação a dezembro de 2002.

- O custo total de pessoal da União aumentou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Com base nos números conhecidos em junho de 2008 podemos prever um custo total com pessoal para 2008 de R$ 145,2 bilhões.

Incremento nominal de 93,60% em relação ao ano de 2002.

- Crescimento econômico real, com base média/ano como segue: 4,39% ao ano (1985/89), 1,24% ao ano (1990/94), 2,31% ao ano (1995/02) e 3,78% ao ano (2003/07).

Queda real de 13,89% comparado com o governo Sarney (85/89).

- Em 2002 a carga tributária era de 31,86% do PIB. Em 2006 aumentou para 34,23% do PIB.

Crescimento real de 7,44% em relação ao ano de 2002.

Ricardo Bergamini
(48) 4105-0474
(48) 9976-3146
ricoberga@terra.com.br
rbfln@terra.com.br
http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

Comentario IF A introdução bastante irônica do texto do prof. Ricardo Bergamini se justifica nos números trazidos à luz em um inédito esforço desse economista, que consolida de forma inteligível, dados oficiais espalhados nas publicações obrigatórias do próprio governo.

Isso produz uma pergunta, já repercurtida há anos na internet: por que a imprensa e mesmo economistas sérios não se atém à realidade dos números, preferindo a fantasia desfilada diariamente na continua campanha populista do Governo Central?

Talvez seja pelo fato de não se querer constrangimentos, pois, como ele mesmo diz, encontrar 4 como resultado da soma de 2 + 2 pode realmente incomodar.

É certo que as pessoas comuns não costumam ater-se aos números, especialmente em balanços e leituras de relatórios econômicos. Mas tantos economistas e analistas do setor também? Os números não são inventados, são reais.

Freud explicaria isso? Talvez Lacan…

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Conforme prometido:

A tabela que segue foi enviada pelo leitor Sidney (ver comentários abaixo), que afirma que a carga tributária teve maiores altas no período de governo do FHC do que do Lula.

Você é rápido no gatilho, hein?
Então vamos lá:
# em 1991 = 25,21% do PIB;
# em 1992 = 25,85% do PIB;
# em 1993 = 25,72% do PIB;
# em 1994 = 29,46% do PIB;
# em 1995 = 37,3% do PIB;
# em 1996 = 28,97% do PIB;
# em 1997 = 29,03% do PIB;
# em 1998 = 29,74% do PIB;
# em 1999 = 32,15% do PIB;
# em 2000 = 33,18% do PIB;
# em 2001 = 34,7% do PIB;
# em 2002 = 36,45% do PIB;
# em 2003 = 34,92% do PIB;
# em 2004 = 35,88% do PIB;
# em 2005 = 37,37% do PIB.

Copiei estes dados do wikipédia porque estava mais fácil, mas se vc não acreditar pode conferir no site da receita federal no link:
http://www.receita.fazenda.gov.br/Historico/Arrecadacao/Carga_Fiscal/default.htm

Mais uma vez: o problema, a meu ver, não está na crítica em si, mas no fato do professor comparar o governo Lula ora com Sarney, ora com FHC, com a nítida intenção que o governo atual é o pior de todos os tempos, o que simplesmente não é verdade.
Abs
Sydnei.

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A diferença existente no índice de 2002 apontado pelo economista e aquele indicado na tabela enviada pelo Sidney deve ter uma explicação. Talvez algum economista possa nos ajudar.

De qualquer forma eu também não acho que esse seja o pior governo de todos os tempos. O Lula até tem me impressionado positivamente muitas vezes.

As comparações feitas ora com FHC, ora com Sarney, devem-se ao próprio estilo egocêntrico e doentio do Lula que sempre se coloca como o grande salvador e o melhor de todos os tempos (”- Nunca na história desse país…”).

Acho que ele acaba pagando pela própria língua enorme.

Obrigado Sidney pelas informações e seja sempre bem vindo.

Abs

Germano