Posts Tagged ‘efeito estufa’

16.05
08

Planeta Terra – Planeta Azul

Postado por GermanoCWB ·

Planeta Azul

(Enviado pela amiga Joelma Macedo)

A Terra que herdamos pode ser novamente um jardim belo e abundante. Tudo o que precisamos para viver está aqui. O azul cintilante é o nosso santuário na vastidão negra do espaço. Esse é o nosso lar.

Será o lar de nossos filhos e de seus descendentes. É o lar de todas as nações do mundo. É o lar de todos nós. E é o nosso único lar. Vídeo em inglês, com legendas em português.

ASSISTIR – Parte 1 (Grouper)

ASSISTIR – Parte 2 (Grouper)

ASSISTIR – Parte 3 (Grouper)

BAIXAR (MEGAUPLOAD)

13.05
07

Aquecimento Global – A balela 4

Postado por GermanoCWB ·

Seguindo a mesma linha de procurar informar, mas sem ser contra a preservação ambiental, leia a matéria abaixo e veja como até os todo-poderosos ‘cientistas’ alarmistas do IPCC se contradizem.

Parece-me que o próximo passo é começar a combater as florestas.

Leia também os textos dos links sugeridos para entender quais são os reais interesses por trás desse alarmismo e veja como estamos sendo enganados.

Germano

Links de textos relacionados que devem ser lidos antes de postar qualquer comentário:

- Aquecimento Global – A balela 1.

- Aquecimento Global – A balela 2.

- Aquecimento Global – A balela 3.

- Aquecimento Global – A Fraude.

- Site Mitos Climáticos – Rui G. Moura

- Mídia Sem Máscara.

Editorial do ‘Alerta em Rede’ de 19.03.07

- Alerta em rede – 19.03.07

Editorial

O futuro da Civilização está em jogo. A Humanidade enfrenta a terrível ameaça do aquecimento global, que a obrigará a uma drástica mudança de hábitos e padrões de desenvolvimento. Não, caro leitor, não nos referimos às variações climáticas que têm caracterizado a história geológica do planeta há centenas de milhões de anos, mas à gigantesca articulação internacional criada para atribuir às atividades humanas o ligeiro (e natural) aquecimento atmosférico registrado nos últimos 150 anos e, principalmente, às conseqüências dessa tramóia global – estas sim, potencialmente catastróficas. Nesta edição especial de Solidariedade Ibero-americana, pretendemos demonstrar que a suposta ameaça da subida dos termômetros nada tem a ver com o desenvolvimento humano, mas com uma combinação de interesses políticos e econômicos internacionalistas, cientistas cooptados, ONGs engajadas, uma mídia inclinada ao sensacionalismo e, não menos, as deficiências educacionais (principalmente nos países subdesenvolvidos) responsáveis pelo escasso conhecimento básico de ciências da população.

——————————–

Abaixo a matéria publicada no Jornal Diário em 11.05.07.

11/05/2007 – 9:12
Floresta emite 17% de gás-estufa

A terceira parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), divulgada há uma semana em Bangcoc (Tailândia), apontou o setor de florestas como o responsável por 17,4% das emissões de gases de efeito estufa. Segundo o relatório, o setor emite por ano 8,5 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (ou quanto todos os tipos de gás-estufa correspondem juntos à quantidade de CO2), atrás apenas de geração de energia e indústrias.De acordo com o painel, o levantamento mostra a necessidade de implementar técnicas responsáveis de manejo da terra, combinadas ao reflorestamento e ao combate irrestrito ao desmatamento. Também foi aconselhada a criação de incentivos para manter a floresta em pé, questão reforçada agora pelo artigo publicado na revista Science.

O número do IPCC, no entanto, que serviu de base para o texto, tem sido alvo de críticas. Para Luiz Gylvan Meira Filho, do Instituto de Estudos Avançados da USP, essas emissões estão superestimadas em 100%. Pelas suas contas, o carbono liberado pelo desmatamento representa no máximo 9% do total. Ou seja, um corte de 50% do desmatamento responderia por no máximo 4,5% das necessidades de redução das emissões globais.

As informações são de O Estado de S.Paulo.

1.04
07

Aquecimento Global – A balela 3

Postado por GermanoCWB ·

Atenção: Você pode deixar seu comentário sobre esse assunto na página ‘Aquecimento Global – A balela 4′, mas peço que leiam antes os outros textos relacionados:

- Aquecimento Global – A balela 1.

- Aquecimento Global – A balela 2.

- Aquecimento Global – A Fraude.

- Site Mitos Climáticos – Rui G. Moura

- Mídia Sem Máscara


Mais um texto para alvoroçar os amigos visitantes que acreditam que o fim está próximo e que somos nós, os humanos, os responsáveis pelas alterações climáticas que ocorrem no planeta, e que vem sendo chamadas pelo apocalíptico (e rentável) nome de ‘Aquecimento Global’.

Humildemente apelo para a caridade dos leitores e peço:

  1. Que leiam e releiam antes de comentar.
  2. Que leiam os outros artigos referentes a esse, cujos links foram indicados acima, antes de comentar.
  3. Que se abstenham de fazer comentários vazios ou baseados em achismos ou, pior ainda, em ‘redeglobismos’.
  4. Baseiem seus comentários em textos científicos, matérias jornalísticas de meios independentes e etc (como eu fiz), inclusive indicando links para que possamos manter as conversas em um nível decente e mínimamente elevado e saudável.

Boa leitura (os grifos no texto são meus).

Abs

Germano

“Exceto pela simplificação exagerada do exemplo de Galileu, é um excelente artig odo Alan Ditchfield. Mas como ele não pode fazer o que denuncia –sensacionalismo –será lido e entendido por poucos.”

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5681&language=pt

A mudança de clima – I
por Alan N. Ditchfield em 29 de março de 2007

Resumo: Há cientistas que vêem nas estridentes manifestações sobre aquecimento global um fenômeno jornalístico e político e não um fenômeno físico.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Tem sido alegado com insistência, nos últimos vinte anos, que a queima de combustíveis em dois séculos de Revolução Industrial está a romper um delicado equilíbrio entre o gás carbônico emitido e o fixado por fotossíntese, fixação feita predominantemente por algas marinhas na superfície dos oceanos. O acúmulo do excesso de gás carbônico estaria a alterar o clima, a acentuar fenômenos meteorológicos catastróficos e que este efeito adverso cresce a taxas exponenciais. É preconizado o uso do poder do estado para controlar o uso de combustíveis a fim de reverter a deterioração descontrolada do clima mundial.

A idéia popular sobre o efeito estufa é a de que a atmosfera é transparente à luz solar (ressalvada a interferência da refletividade das nuvens e a superficial) a qual aquece a Terra. A Terra compensa aquele aquecimento com radiação infravermelha. Esta radiação aumenta com temperatura crescente da superfície, e a temperatura se ajusta até alcançar o equilíbrio. Se a atmosfera também fosse transparente à radiação infravermelha, a radiação produzida por uma temperatura média de superfície de 18o C abaixo de zero equilibraria a radiação solar que entra (menos aquela refletida ao espaço por nuvens). Mas a atmosfera não é transparente ao infravermelho e por esta razão a Terra precisa se aquecer em alguma medida para levar ao espaço o mesmo fluxo de radiação infravermelha. Isso é o que é chamado de efeito estufa.

O efeito explica porque a temperatura de superfície média da Terra é de 15o C em lugar de –18o C. Os absorventes principais de infravermelho na atmosfera são o vapor d’água e as nuvens. Até mesmo se desaparecessem todos os outros gases de efeito estufa (como gás carbônico e metano), ainda assim teríamos 98 por cento do efeito estufa atual. Não obstante, é presumido que aumentos em gases, gás carbônico e outros gases secundários, conduzirão a aumentos significativos de temperatura.

Afirma-se em opinião contrária que o pequeno acréscimo na temperatura mundial (0,6o C no século 20) seria atribuível a fatores naturais, possivelmente cíclicos, e que seria minúsculo o poder humano para fazer algo a favor ou contra o clima em escala planetária. E que, em qualquer caso, o pouco que se conhece sobre o comportamento físico do clima mundial é por demais tênue para fundamentar medidas públicas radicais de contenção de um desenvolvimento econômico à véspera da redenção da humanidade da miséria que foi universal até o advento da Revolução Industrial.

Seria suspeito qualquer consenso em assunto de clima com a amplitude do planeta. A Terra tem área de 509 milhões de quilômetros quadrados; sua troposfera, onde ocorrem fenômenos meteorológicos, é contada até a altitude de 10 quilômetros, o que significa um volume com mais de 5 bilhões de quilômetros cúbicos de ar; os oceanos contêm mais de 1, 4 bilhões de quilômetros cúbicos de água. Não chega a surpreender que sejam escassos os dados para formular hipóteses a serem averiguadas por procedimento científico e que permaneçam obscuros os fluxos e fenômenos físicos que têm lugar nesta imensa massa de fluidos. O confronto deste dois campos trouxe uma politização indesejável num assunto que deveria ter permanecido num plano técnico, pois tem distorcido o uso de recursos em pesquisa de clima a favor da hipótese politicamente correta e em detrimento da objetividade da pesquisa. Diz-se mesmo que as esparsas medições de fenômenos de clima são torturadas em computador até confessarem qualquer coisa que os patrocinadores da pesquisa quiserem.

Hoje em dia é difícil abstrair a publicidade sobre o efeito estufa e o aquecimento global por ação humana. Histórias dramáticas sobre iminentes catástrofes de clima são notícias de primeira página de jornal e recebem horas na televisão e rádio, enquanto os políticos aproveitam toda oportunidade para reafirmar suas credenciais verdes. Sir David King o principal assessor científico de Tony Blair descreveu mudança de clima como “o problema mais sério que hoje enfrentamos”, enquanto o ex Vice-presidente Al Gore reivindica que “está em jogo nada menos do que a sobrevivência de civilização humana” e Evo Morales entende que as enchentes ocorridas na Bolívia no verão de 2007 foram causadas pelo aquecimento global gerado por americanos. A mídia já atribuiu o terremoto no Himalaia, o tsunami do Oceano Índico, a temporada de furacões nas Caraíbas e de tufões asiáticos, a seca do deserto de Saara à mesma causa. Curiosa é a designação jornalística do gás carbônico como poluente quando é o nutriente que sustenta, através da fotossíntese, a cadeia de alimentação de todos os seres vivos do planeta. Afirmações do gênero não são úteis aos bem informados, ainda que atendam à conveniência de alguns interesses.

Inventou-se um consenso inexistente. Pode ser constatado por consulta aos periódicos de ciência de clima que cientistas estão longe de ter opinião unânime, mas o noticiário alarmista costuma ser prefaciado pelo refrão “Todos os cientistas afirmam…” o que equivale a afirmar que os sacerdotes falaram e que todos devem crer, poisRoma locuta, causa finita. Quem adota essa postura revela uma fé comovedora e inteiramente fora de lugar em fenômenos físicos que exigem medição e prova e não os atos de fé apropriados a assuntos religiosos. Pessoas não afeitas a ciências exatas ignoram métodos quantitativos na apuração de relações de causa e efeito. Imaginam que o conhecimento é formulado num processo político, pela contagem de votos a favor ou contra uma proposição a ser eleita como verdade científica. Está longe de ser assim pela razão apontada por Albert Einstein quando o partido nazista rejeitou a Teoria da Relatividade como “física judaica” e sua máquina de propaganda publicou um artigo com o título: “Cem cientistas alemães contra a Relatividade”. Einstein retrucou: “Por que cem? Basta um que apresente prova válida”. Unanimidade de votos contrários no Tribunal da Inquisição de Roma nada significou para Galileu e até hoje nada significa para a ciência baseada no raciocínio lógico dedutivo com comprovação em experimentação sistemática.

A reivindicação de controle sobre o uso de combustíveis está afinada com diversas aspirações preexistentes, algumas legítimas:

- A busca por melhor eficiência energética;

- Independência do petróleo do Oriente Médio;

- Competição internacional;

- Apetite de governos por maior arrecadação;

- Ambição burocrática pelo poder;

- Descontentamento com a sociedade industrial

Deste último grupo, de saudosistas de uma vida simples de um passado idealizado, são recrutados os militantes mais ativos de causas ecológicas.

Como explicou Aaron Wildavsky, professor de ciência política em Berkeley, o aquecimento global é a mãe de todos os alarmismos ambientais. Na visão de Wildavsky “O aquecimento (e apenas o aquecimento), por seu antídoto primordial de negar carbono à produção e consumo, é capaz de realizar o sonho do ecologista por uma sociedade igualitária baseada na rejeição do crescimento econômico, a favor de uma população menor, comendo pouco na cadeia alimentícia, consumindo muito menos, e compartilhando um baixo nível de vida com maior igualdade.”

Seu plano de ação já foi bem caracterizado:

“Num plano prático, o objetivo inteiro da política é o de manter o público apavorado (e a clamar por proteção) com ameaças de série infindável de demônios, todos imaginários.”( Henry Louis Mencken)

O objetivo é alcançado em ciclo de oito fases enumeradas pela revistaThe Economist:

1. Alguns cientistas obscuros anunciam o que pensam ser uma ameaça potencial a Terra.

2. Os jornalistas simplificam o tema, exageram a ameaça e os cientistas gozam de celebridade por alguns momentos.

3. Ativistas Verdes aproveitam a oportunidade para polarizar o tema; nas palavras do artigo deEconomist: “Ou você concorda que o mundo está a ponto de perecer e fica indignado, ou você é lacaio de interesses escusos.”

4. Burocratas saem dos seus casulos, organizam conferências internacionais e dão passagens e estadia de primeira classe no exterior a funcionários públicos. As conferências inevitavelmente recomendam mais regulamentação por governo, e fixam metas totêmicas – logo depois esquecidas.

5. Chega a hora de azucrinar um bode expiatório. Este normalmente é a América, ou ‘as multinacionais’.

6. Entram em cena os céticos que demonstram que a ameaça não tem fundamento. Novamente, nas palavras do artigo de Economist: “Isto leva os Verdes a paroxismos de ira piedosa. Bradam aos editores de jornal: ‘Como ousam devotar espaço a opiniões marginais?’ – perguntam aqueles cujas opiniões já foram tidas como marginais.”

7. Instala-se a dúvida entre os políticos e burocratas, e até mesmo entre alguns dos cientistas que primeiro alarmaram, todos a destacar as complexidades científicas e políticas das incertezas. Entrementes os jornalistas começam a ficar entediados com o tema.

8. Começa o quieto recuo enquanto o apocalipse anunciado morre lentamente, afastado das manchetes, e é substituído por um apocalipse totalmente novo. O ciclo recomeça.

Há cientistas que vêem nas estridentes manifestações sobre aquecimento global um fenômeno jornalístico e político e não um fenômeno físico. Destacam-se algumas vozes com esta opinião:

- Richard Lindzen, professor titular de ciências de clima no Massachusetts Institute of Technology;

- Henrik Svensmark, chefe de equipe de cientistas dinamarqueses que aponta para fatores mais poderosos do que gás carbônico, presentes em mudanças de clima mundial.

- Os autores do relatório da comissão parlamentar da Câmara Alta do Reino Unido (House of Lords), que investigaram diretrizes do governo britânico sobre clima e energia.

Richard Lindzen

Para Lindzen é destituído de sentido o surto de alarmismo sobre clima. Ele estuda meteorologia e clima há mais de 40 anos e acredita que carece de fundamento empírico a alegação de que o homem estaria a aquecer o planeta perigosamente. Pensa que não ocorrerão as elevações de nível de mar alardeadas, as secas e as inundações. Até mesmo se estes efeitos estiverem por vir, ele diz, tentar reduzir emissões de gás carbônico e outros gases de estufa não faria quase nada para deter tais desastres.

É improvável ouvir, em qualquer simpósio relacionado com ciência ambiental, manifestações que disputam a tese central, a de um efeito estufa agravado por ação humana, o que torna Lindzen incomum por ser um bem reputado cientista que publicamente contesta a mudança de clima por ação humana. Porém, Lindzen acredita que há muitos outros cientistas que compartilham de suas idéias, mas não as expõem por medo de perder credibilidade ou recursos para pesquisa. Realmente, ele diz que experimentou muito do que designa como preconceito a atuar em pesquisa de clima. “Muitos gerentes de programas me falaram que a consecução de recursos depende de preocupação pelo efeito estufa” … “Mas se isso for verdade, como é que se pode estudar clima de modo objetivo?”

Lindzen concorda que a Terra aqueceu durante o século 20. A entidade instituída pelas Nações Unidas para investigar o fenômeno de efeito estufa, oInter-governmental Panel of Climate Change(IPCC) compila os estudos de centenas de cientistas de clima, engenheiros, economistas, cientistas sociais e outros ao redor do mundo. O IPCC declarou em 2001 que a temperatura global aumentou em aproximadamente 0.6° C durante o século 20, o que Lindzen aceita como quase certa. Ele também concorda que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera subiu (com aumento da concentração de gás carbônico de um nível de aproximadamente 280 partes por milhão em 1700 a mais de 370 partes por milhão hoje) e que muito foi causado por atividade humana. Mas onde ele diverge do IPCC que é sobre a contribuição desta concentração crescente ao aquecimento, ou em outras palavras, em quanto o homem está a influenciar o clima. Sua discordância com a opinião convencional está no papel do vapor de água em mudança de clima; para Lindzen o vapor d’água abafa a intensidade da mudança e a outra opinião é que esta a amplifica.

Para Lindzen a comparação entre previsões de modelos de clima em computador e dados de temperatura observados é basicamente um exercício de ajuste de curvas estatísticas destituído de conteúdo científico, de vez são parcamente compreendidas as naturezas físicas de vários fatores naturais e de origem humana que poderiam aquecer ou resfriar a Terra. Realmente, ele acredita que os alegados sinais da ação humana são obscurecidos pela incerteza nas medidas de temperatura e, o que é mais importante, pela variação interna do clima. Por variação interna ele entende a dinâmica de fatores físicos da atmosfera e do oceano. “A hipótese mais plausível para a variação de temperaturas que vimos é que é natural”, diz Lindzen. “Assim estamos diante de uma questão: há qualquer coisa que exige uma explicação extraordinária? Eu penso que a resposta é negativa.”

Lindzen acredita que até mesmo se o homem fosse realmente responsável pela maior parte do aquecimento observado nos últimos 100 anos, não haveria nenhuma causa para alarme. O IPCC, em seu relatório de 2001, concluiu que entre 1990 e 2100 o clima da Terra aqueceria entre 1,4° C e 5,8° C, com valor exato condicionado a tendências futuras em emissões de gases de efeito estufa, como também no modelo específico usado para a projeção. Para Lindzen, estes valores estariam longe da realidade. Ele sustenta que os modelos de clima usados pelo IPCC são tendenciosamente sensíveis a mudanças na concentração de gás carbônico atmosférico, e estima que a Terra esquentará talvez só alguns décimos de um grau no correr do século. É conclusão com que outros pesquisadores de clima discordam.

O próprio Lindzen redigiu parte de um dos capítulos do relatório do IPCC de 2001. Porém, ele faz ressalvas sobre o modo como este documento foi usado para preparar o Sumário para Diretrizes Públicas num processo que reúne, além de cientistas, os representantes de governos, indústrias e organizações ambientais, todos eles comprometidos com agendas políticas. O Sumário foi divulgado pela imprensa, ansiosa para uma história boa, e por políticos que distorcem o sentido do Relatório para seus propósitos.

Seria possível que modelos crescentemente poderosos confirmariam que significante aquecimento do clima por atividade humana está a acontecer? Por precaução não seria sensato limitar emissões de gás carbônico? Lindzen acredita que o tratado de Kyoto terá um impacto minúsculo e que seria um primeiro passo em uma série de tratados de emissões cada vez mais autoritários, com licenciamento da queima de combustíveis. Para Lindzen, não há muito que possamos fazer, além de assegurar que nações se tornam ricas o bastante construir obras de defesa no caso de o clima começar a desandar.

Lindzen mantém que os modelos exercitados pelo IPCC estão equivocados porque não retratam os fenômenos físicos no sistema de clima. Todos concordam que, se o gás carbônico agisse sozinho, alguns cálculos físicos simples demonstram que a duplicação de seu teor traria uma elevação de cerca de 1 °C em temperaturas globais. Mas os modelos usados pelo IPCC lançam mão de amplificações positivas fortes contribuídas pelo vapor de água que é o gás de efeito estufa mais abundante. Em outras palavras, maior evaporação contribui para concentrações maiores de vapor de água na atmosfera o que leva a temperaturas de superfície mais altas, e em espiral crescente.

Segundo Lindzen, a dificuldade de modelar a cobertura de nuvens é um dos problemas mais espinhosos enfrentados por cientistas de clima porque os pesquisadores não têm modo de medir quanto do vapor de água na atmosfera condensará em nuvens e quanto precipitará a Terra na forma de chuva e quanto da água precipitada evaporará. Ele também mostra que nuvens mais baixas tendem a refletir a radiação solar incidente ao espaço e reduzir com isto o aquecimento, e que nuvens mais altas tendem a reduzir a radiação de energia da Terra lançada ao espaço, o que traz aquecimento crescente. As observações feitas por satélites demonstram que nuvens de tipo cirro acima dos trópicos contraem fortemente quando as temperaturas são mais altas e se expandem quando as temperaturas são mais baixas, opondo-se assim a tendência na superfície. Ele chama isto de “efeito íris”, por analogia com a íris do olho que abre e fecha com a intensidade da luz. Desta forma as nuvens e vapor de água na verdade agiriam como freio, e não como acelerador dentro do sistema de clima. O clima mundial estaria então regulado por um termostato natural.

A hipótese de Lindzen merece confirmação experimental com observação em amplitude mundial, a qual não é feita porque os recursos para pesquisa de clima são devotados a hipóteses politicamente corretas e com ela conflitante. E muitos desses recursos são desperdiçados em aritmética frívola, como a que tenta prever maior mortalidade por malária como conseqüência do aquecimento global, uma idéia rejeitada pelo Instituto Pasteur com o conhecimento de causa que tem. Londres foi notória pelo impaludismo endêmico ao fim da pequena era glacial no século 17 quando havia congelamento do rio Tamisa em todos os invernos. A malária foi erradicada no início do século 20 em Cuba e Panamá, países tropicais com programas bem sucedidos de saúde pública.

A aversão de Lindzen a pronunciamentos dogmáticos sobre fenômenos físicos pouco conhecidos foi justificada por descoberta recente que aponta a ionização da troposfera inferior como a causa dominante na mudança de clima; obrigará a revisão do papel do gás carbônico e atividade humana nessa mudança.

Powered by Qumana

13.01
07

Aquecimento Global – A balela 2

Postado por GermanoCWB ·

Atenção: Você pode deixar seu comentário sobre esse assunto na página Aquecimento Global – A balela 4. Basta clicar e ler.


Links de textos relacionados que devem ser lidos antes de postar qualquer comentário:

- Aquecimento Global – A balela 1.

- Aquecimento Global – A balela 3.

- Aquecimento Global – A balela 4.

- Aquecimento Global – A Fraude.

- Site Mitos Climáticos – Rui G. Moura

- Midia sem Máscara.

Aquecimento Global – A balela 2

 

A questão é: Está cientificamente comprovado, sem sombra de dúvidas, que é o ser humano o responsável pelo fenômeno do dito aquecimento global?

Não.

A leitura atenta, completa e desarmada, dos dois longos e cansativos textos postados em Aquecimento global – A balela 1 pretende levar-nos a reflexão acerca de fatos cientificamente comprovados e, portanto, livre de paixões e da aceitação cega do ‘politicamente correto’.

Eu também pensava que estávamos matando o planeta e que Curitiba está muito mais quente, mas mudei drásticamente minha forma de pensar a partir do momento que procurei me informar sobre esse assunto que está na ponta da língua de todo mundo com quem converso.

Não sou cientista, mas o nosso planeta Terra é vivo e está sob constante transformação, e alguns fatos concretos e cientificamente comprovados são inegáveis e devem ser considerados para uma análise imparcial, como:

  1. No caso de Curitiba, a partir da década de 70 com a mecanização rural e a implantação da Cidade Industrial houve um boom no crescimento da população, aumentando a urbanização, o asfalto, o número de carros, o concreto dos grandes prédios, que comprometem a circulação da brisa que diminui a sensação térmica. O aumento da poluição também colabora para essa sensação de calor sufocante. Mas trata-se de sensação térmica, já que em 2002 verificou-se alta de menos de 1ºC na última década, em relação à média secular. E agora?

  2. A temperatura global subiu 0,5º C em 150 anos.

  3. A era glacial acabou e todo o gelo derreteu sem a interferência do homem.

  4. Não se avizinha nenhum cataclismo de inundações causadas pelo derretimento do gelo do pólo norte. O gelo é menos denso que a água e ocupa mais espaço. Portanto seu derretimento causará uma diminuição nos níveis dos oceanos, e não o contrário. Isso se aprende na escola. Lógico que as conseqüências seriam terríveis, mas a possibilidade de acontecer é ínfima.

  5. O terremoto que causou o recente tsunami na Indonésia foi forte o bastante (9 graus na escala) para provocar uma inclinação de 0,6 grau no eixo terrestre.

  6. A explosão do vulcão Krakatoa, com uma força estimada em 22.000 bombas iguais a de Hiroshima, ou 475 megatons de TNT, foi forte o suficiente para causar vibrações no eixo da Terra e lançou mais gases na atmosfera do que todo o nosso parque industrial ao longo da história e até hoje (e isso em 1883, portanto, 10 anos antes do início da Revolução Industrial). Esse evento também causou uma nuvem de poeira tão densa que encobriu o sol, fazendo baixar a temperatura em toda a Terra por dois anos.

  7. Em 1815, o Tambora foi responsável pela queda da temperatura da Terra em 3º C.

  8. E ainda tem o Vesúvio, o Etna, o Pinatubo em 1991, o Nevado Del Ruiz, etc, etc. Na década de 70 ocorreram 21 erupções, na de 80, 36 e entre 90 e 94, 55 erupções. É mais poeira e gases do que poderemos produzir em milênios de atividade industrial.

  9. Sobre o CO2 dos combustíveis fósseis, uma única queimada florestal de grande porte suplanta o que emitimos de gases trabalhando e produzindo. E note-se que após um desastre desses a floresta volta revigorada e cheia de vida, tanto que a tendência mundial é não mais combater os incêndios florestais, mas apenas isolá-lo e deixar queimar. A natureza sabe o que faz.

  10. Há ainda o deslocamento dos pólos magnéticos da Terra, em constante movimento. A partir de 1950 o pólo norte magnético se deslocou mais de 200 milhas, com aumento de mais de 400% de inclinação.

  11. E ainda poderia falar do choque de corpos do espaço, como o meteorito de Tunguska, na Rússia, em 1906. E etc, etc, etc.

  12. E é claro que o lixo que produzimos é um problema, mas boa parte já é reciclado e o intelecto do homem encontrará uma solução adequada. Como sempre!

Agora para finalizar, vamos abrir nossas mentes para vislumbrar outras possibilidades e ver as coisas por vários ângulos, antes de assumir posturas ditadas por uma sociedade cada vez mais tirânica e controladora.

Eu falei sobre terremotos, vulcões, incêndios, forças cósmicas e etc, todos eventos naturais e com poderes quase incomensuráveis e que não abalaram o dito ‘frágil equilíbrio da natureza’. Será possível que o ser humano se acha tão poderoso a ponto de suplantar o poder da natureza?

Que tal pensar a respeito.

Como eu disse não sou cientista mas pesquisei muito para obter essas informações, e uma coisa eu sei: esses são dados concretos. E enquanto não me apresentarem fatos cientificamente comprovados e concretos da minha culpa como ser humano pelos desastres futuros anunciados, continua patente que o que se diz é balela, alarmismo e interesses obscuros.

13/01/2007

Germano


12.01
07

Aquecimento Global – A balela 1

Postado por GermanoCWB ·

Atenção: Você pode deixar seu comentário sobre esse assunto na página Aquecimento Global – A balela 4. Basta clicar e ler.

Links de textos relacionados que devem ser lidos antes de postar qualquer comentário:

- Aquecimento Global – A balela 2.

- Aquecimento Global – A balela 3.

- Aquecimento Global – A balela 4.

- Aquecimento Global – A fraude.

- Site Mitos Climáticos – Rui G. Moura.

- Mídia Sem Máscara.

Estou postando este artigo tão antigo em função de outro que está circulando agora, sobre o mesmo assunto, e que mostra bem quais os interesses políticos e financeiros que sustentam essa balela sobre os danos do ‘Aquecimento Global’, e que tem causado certo pânico nas pessoas com quem tenho conversado.

No primeiro texto temos o resultado de estudos sérios a respeito do assunto e no segundo, logo depois, o texto mais recente sobre o achaque e a chantagem que a Exxon vem sofrendo. Nele também pode-se aprender mais um pouco sobre essa mentira.

Os textos são longos mas vale a pena ler para que todos entendam um pouco mais sobre o que está acontecendo e, principalmente, não fiquem alarmados com tudo que é divulgado na mídia de massa.

Obs.: No segundo texto os grifos são meus.

Germano

——————————

Revista Veja, mais uma vítima do efeito estufa
por Gerson Faria em 26 de junho de 2006

Resumo: A publicidade em torno do filme ‘Uma verdade inconveniente’ levou uma série de revistas brasileiras inclusive Veja a publicar matérias pseudo-científicas sobre o “trágico futuro da vida no planeta Terra” devido a problemas de derretimento das camadas de gelo pelo suposto aquecimento global.

© 2006 MidiaSemMascara.org

A revista Veja edição de 21 de junho de 2006 publicou uma matéria ricamente ilustrada, com ursos canibais e afins, com a chamada escatológica Os sinais do Apocalipse, tendo como capa um belo animal desses que segundo a revista, será o primeiro a sentir os prejuízos do aquecimento global.

Estranho, todas as estatísticas trágicas partem da autoridade da ONU para assuntos científicos.

Afirmam que os fenômenos são muito complexos para serem entendidos mas mesmo assim, todas as previsões que fazem são do nível de “se mantiver o ritmo atual…”.

Ora, se não se sabe como se comportam os fenômenos, qual a validade desse tipo de previsão? Só tem validade psicológica de incutir terror pânico.

Outra pérola: “O equilíbrio natural foi rompido pela revolução industrial. Desde o século XIX, as concentrações de dióxido de carbono no ar aumentaram 30%, as de metano dobraram e as de dióxido nitroso subiram 15%. A última vez em que os níveis de gases do efeito estufa estiveram tão altos quanto agora foi há 3,5 milhões de anos.”

Em bom português: havia equilíbrio natural antes da revolução industrial, mas há 3,5 milhões de anos os níveis de gases de efeito estufa estavam tão altos quanto agora, época de desequilíbrio. Ou seja, com ou sem revolução industrial ‘dá na mesma’.

Será que o efeito estufa já está causando problemas de lógica aos colaboradores de Veja?

Journal of Glaciology

No artigo científico do Journal of Glaciology, Mass changes of the Greenland and Antarctic ice sheets and shelves and contributions to sea-level rise: 1992–2002, os pesquisadores concluíram que não há evidências de que o aquecimento global irá causar derretimento das camadas de gelo polares, causando tragédias devido à elevação no nível do mar. Abaixo, um resumo dos resultados obtidos, traduzido do website CO2Science.

A contribuição da Antártida e da Groenlândia no aumento do nível do mar

O que foi feito

Os autores determinaram alterações na massa de gelo “a partir de mudanças na altitude extraídas de 10,5 anos (Groenlândia) e 9 anos (Antártida) via dados de altimetria por radar de satélite do sistema European Remote-sensing ERS-1 e ERS-2.

O que foi aprendido

Zwally et al. relatam que: “a camada de gelo da Groenlândia está afinando nas margens (-42 ± 2 Gt/a abaixo da linha de equilíbrio de altitude (ELA))[1] e crescendo no interior (+53 ± 2 Gt/a acima da ELA) com um pequeno ganho total de massa (+11 ± 3 Gt/a); -0,03 mm/a SLE (equivalente ao nível do mar)”.

Igualmente, afirmam: “a camada de gelo da Antártida Ocidental está perdendo massa (-47 ± 4 Gt/a) e a camada da Antártida Oriental mostra um pequeno ganho de massa (+16 ± 11 Gt/a) com uma alteração conjunta de -31 ± 12 Gt/a (+0,08mm/a SLE)”.

Portanto, “a contribuição das três camadas de gelo para o nível do mar é +0,05 ± 0,03 mm/a”.

Além disso, embora não impactando no nível do mar, eles notam que “os blocos de gelo (ice shelves) da Antártida mostram alterações de massa de -95 ± 11 Gt/a no ocidente e +142 ± 10 Gt/a no oriente.”

O que isso significa

Frequentemente ouvimos histórias de terror sobre a possibilidade da Groenlândia e da Antártida em causar aumento de muitos metros nos níveis dos mares como resposta ao aquecimento global. Entretanto, Zwally et al. Colocam as coisas numa perspectiva adequada notando que os dados do mundo real que eles processaram indicam que a contribuição em curso das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida ao nível do mar “é pequena”. Pequena quanto? Com a equivalência observada entre perda de gelo e nível do mar a uma taxa de +0,05 milímetros por ano, levaria um milênio inteiro para elevar o nível global dos mares em apenas 5cm e 20.000 anos para elevar em um único metro. E ainda, relatam que “a contribuição das camadas de gelo é também pequena comparada com a mais recente estimativa de aumento do nível do mar de 2,8 ± 0,4 mm/a a partir de altimetria por satélite (Leuliette et al.,2004),” que em suas palavras, “confundem mais ainda as possíveis explicações das causas do aumento do nível do mar contemporâneo.”

Concluindo, as descobertas do mundo real de Zwally et al. sugerem que a epidemia alarmista do clima sobre aquecimento global causando os níveis do mar a aumentar a níveis desastrosos devido à perdas de massa das grandes camadas de gelo da Terra é simplesmente falsa. Este clamor abusivo nada mais é que uma tática do medo planejada para persuadir o público a aceitar a pílula amarga que eles prescrevem para a solução de um não-problema patentemente óbvio.

Referências

Zwally, H.J., Giovinetto, M.B., Li, J., Cornejo, H.G., Beckley, M.A., Brenner, A.C., Saba, J.L. and Yi, D. 2005. Mass changes of the Greenland and Antarctic ice sheets and shelves and contributions to sea-level rise: 1992-2002. Journal of Glaciology 51: 509-527.

Leuliette, E.W., Nerem, R.S. and Mitchum, G.T. 2004. Calibration of TOPEX/Poseidon and Jason altimeter data to construct a continuous record of mean sea level change. Marine Geodesy 27: 79-94

Leia também “A fria perspectiva dos cientistas sobre o aquecimento global

Nota

[1] Lê-se ‘perda de 42 bilhões de toneladas por ano com incerteza de 2 bilhões para mais ou para menos’

———————————-

Agora o outro texto: Vejam a que ponto chega a cretinice e a arrogância dos interessados em meter a mão nas verbas públicas.

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5481&language=pt

Uma verdade inconveniente sobre o aquecimento global
por Tom DeWeese em 03 de janeiro de 2007

Resumo: Há uma montanha de mentiras cercando o mantra do aquecimento global. A maior delas defende que existe “consenso”, entre cientistas, de que o aquecimento da terra, causado por ações humanas, é um fato. Não há tal consenso.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Imagine viver num mundo onde ninguém pudesse pensar ou agir de forma independente. Onde somente respostas pré-aprovadas fossem aceitáveis. Onde quebrar estas normas e manter pensamentos proibidos resultassem em terríveis castigos ou mesmo a própria eliminação dos infratores.

Aparentemente, este é o tipo de mundo desejado pelos alarmistas (Chicken Littles*) do aquecimento global. Parece mesmo que eles estão preparados para fazer tudo que seja necessário para alcançá-lo. Senão, como explicar a ultrajante carta endereçada à ExxonMobile, em 27 de outubro de 2006, por dois senadores norte americanos, Olympia Snowe (R-MA) e Jay Rockefeller (D-WV)?

A carta ridiculariza a Exxon pela ajuda financeira aos “negadores” do aquecimento global. Diz ela: “Nós estamos convencidos de que o suporte da ExxonMobile a um pequeno grupo de “céticos” em relação às mudanças climáticas globais, combinado com o acesso e influência desse mesmo grupo junto às autoridades políticas e governamentais, tem tornado cada dia mais difícil a tarefa da diplomacia dos Estados Unidos para demonstrar a clareza moral deste país perante o resto do mundo”.

A missiva prossegue, dizendo: “ExxonMobile e seus sócios na “negação” fabricam controvérsia, espalham dúvidas e impedem o progresso com estratégias similares àquelas utilizadas pela indústria do tabaco por tantos anos”. A menção à indústria do tabaco não é uma analogia gratuita. É, na verdade, uma ameaça de que a Exxon poderá enfrentar o mesmo ataque massivo por parte do governo, se não concordar em jogar o jogo deles. Severa taxação sobre lucros e aumento de regulamentações são somente duas das armas no vasto arsenal dos políticos.

A carta conclui, dizendo: “Nós recomendamos que a ExxonMobile publicamente reconheça a realidade das mudanças climáticas e o papel dos seres humanos na sua causa e/ou incremento. Segundo, a Exxon deve repudiar as campanhas de “negação” das mudanças climáticas”.

Por mais inacreditável que esta carta possa ser aos olhos de constitucionalistas e livre-pensadores, devemos parar e raciocinar sobre este “novo pensamento” que vem sendo lentamente introduzido, por falsários, em nossa sociedade. Em agosto p.p., eu descrevi a essência da lei deste novo pensamento, que denominei “verdade globalmente aceitável”. Essa “verdade” não é somente um exercício intelectual, uma “torre de marfim”. Aqueles que a praticam estão convictos de que o único caminho para alcançarmos a sociedade perfeita é se todos pensarem e agirem em uníssono. Os que inadvertidamente quebram as regras e ousam pensar por si próprios, ou agem contrariamente ao “consenso”, estão simplesmente causando a destruição dos seus bem assentados planos.

Como eu descrevi em agosto, esta idéia inacreditável não é somente um delírio tolo de poucos lunáticos. Ela vem sendo aceita como um fator distintivo na discussão da maioria dos temas políticos, seja quando emanam do Congresso ou quando são papagueadas pela mídia. A origem deste “novo pensamento” parece estar num tal “Instituto Éden”, que opera em Nova York, em estreita parceria com a ONU.

A gênese do uso oficial dessas “verdades globalmente aceitáveis” está descrita numa carta dirigida ao Éden Institute, assinada por Robert Miller, Assistente do Secretário Geral das Nações Unidas. Ele escreve: “Refiro-me à necessidade de estabelecermos um corpo de objetivos, informações globalmente aceitáveis, que sirvam como alicerce para a educação global. Sua fórmula (o “Projeto Éden”) para identificar os dados objetivos universalmente aceitáveis é verdadeiramente única. Ele encontra a sua distinção estabelecendo um padrão global para as pesquisas”. Traduzindo: Nós decidimos o que é verdade e todas as novas informações ou descobertas científicas serão avaliadas a partir da sua consistência ou não com as “verdades globalmente aceitáveis”.

A última vez em que o ser humano foi amarrado a esta camisa de força mental foi durante a Inquisição, na Idade Média. O período foi também chamado de Idade das Trevas porque foi uma era de ignorância, superstição, repressão e caos social.

Para a nova religião do aquecimento global, os modernos hereges são todos aqueles que ousam questionar se os fatos científicos suportam ou não o iminente cataclismo, anunciado diariamente pelas manchetes dos jornais, que por sua vez ecoam os press-releases de grupos ambientalistas. De fato, não há melhor exemplo para a prática da “verdade globalmente aceitável” do que o aquecimento global.

A carta à ExxonMobile não é o único exemplo das medonhas táticas que vêm sendo utilizadas para desencorajar e sufocar o debate sobre este tema. Recentemente, o procurador geral do estado da Califórnia abriu um processo contra os três maiores fabricantes de automóveis, sob a alegação de cumplicidade na geração e emissão de CO². Como provas para a instrução do processo, o procurador pediu cópias de toda a correspondência entre as montadoras e os ditos “céticos” das mudanças climáticas. Mensagem das entrelinhas: – vocês não devem nem mesmo conversar com essa gente! Definitivamente, 2006 foi o ano em que vimos a “Igreja do Aquecimento Global” chegar perto do pânico, ao menor sinal de comportamento herético.

É absolutamente incrível assistir a tal pânico, considerando que o mantra do aquecimento global é quase universal. Existem mais de 12.000 grupos ambientalistas nos EUA, controlando mais de 20 bilhões de dólares em ativos, todos unidos na pregação do “evangelho” das mudanças climáticas. Dentre as grandes “holdings” do ambientalismo, várias delas recebem verbas federais para “estudos” e “relatórios” sobre as suas mais recentes descobertas. Mais e mais verbas, estimadas em bilhões de dólares, são encaminhadas a cada ano para outros milhares de cientistas, ávidos por aderir à nova Igreja e ajudar a solidificar o mantra através de suas pesquisas.

Somada a este substancial poder de fogo está uma mídia condescendente, que oferece capas e capas de revistas com fotos de gelo derretido, além da indústria cinematográfica e televisiva que não perde uma só oportunidade de fazer referência ao assunto. O próprio documentário de Al Gore esteve nos cinemas do país por meses e o ex vice-presidente é convidado para os talk-shows quase toda semana.

A mensagem catastrófica do aquecimento global está literalmente em toda parte. Ela doutrina nossas crianças nas escolas. Circula livremente nas mensagens publicitárias das empresas – criadas especialmente para mostrar a sua “responsabilidade social corporativa” e vender os seus produtos “ambientalmente responsáveis” (cuja pesquisa e desenvolvimento é provavelmente financiada por dinheiro proveniente dos impostos). Muitas estrelas de Hollywood e líderes políticos internacionais já endossaram o mantra da Igreja Universal do Aquecimento Global. Bilhões e bilhões de dólares vêm sendo gastos para, literalmente, influenciar cada esquina do mundo a aceitar a sua teoria como um fato.

Resistindo a esse furioso ataque, há um pequeno e dedicado grupo de cientistas, líderes políticos e gente comum atrás da verdade. Seus ativos estão na casa dos poucos milhões de dólares – uma gota no oceano se comparado ao baú da Igreja Universal das Mudanças Climáticas. Esses não têm a atenção da mídia. Não têm habilidade para conseguir subvenções. Hollywood certamente não está produzindo filmes para promover o ponto de vista dos “céticos”…

Então, em vista desse inacreditável poder de fogo, cobrindo virtualmente todas as possíveis áreas de escape, seria o caso de fazer a pergunta lógica: por que a “Igreja” estaria tão assustada com uns poucos grupos de renegados? O fato é que os “céticos” estão obtendo vitórias no debate, simplesmente porque estão do lado da verdade. A doutrina da Igreja do Aquecimento Global está errada!

Como escreveu George Orwell: “em tempos de fraude, dizer a verdade é um ato revolucionário”. E nesta revolução pela verdade, não há um herói maior que o senador James Inhofe (R-OK), presidente do Comitê do Senado para assuntos do meio-ambiente. Este homem tem demonstrado o poder que a honestidade de um indivíduo pode exercer.

No início deste ano (2006), o senador Inhofe fez dois pronunciamentos explosivos, nos quais atacou e expôs as pretensões infundadas e as táticas alarmistas empregadas pela Igreja Universal do Aquecimento Global. Esses dois discursos não têm precedente em décadas de debate sobre mudanças climáticas. Seus efeitos foram como o de um estopim. Quase que imediatamente, alguns cientistas começaram a sair de seus esconderijos para alistar-se ao lado do senador.

Em 6 de dezembro, tão logo a carta da ExxonMobile começou a circular pela Internet, Inhofe discursou no Capitólio, desmascarando a “mídia alarmista”. Disse ele: “No lugar de focar na verdadeira ciência do aquecimento global, a mídia tem, ao contrário, advogado pela ajuda ao alarmismo cientificamente infundado“. Seus ataques já forçaram o programa jornalístico 60 Minutes, a CNN e outros maiorais da mídia a, pelo menos, consultar os pontos de vista “céticos”. Mais importante ainda: os esforços do senador têm deixado a “galera” do aquecimento global perto de um ataque de nervos.

É importante notar que o grupo dos assim chamados “céticos” inclui, dentre outros, o Dr. Daniel Schrag, de Harvard; Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Richard Lindzen, professor de ciências atmosféricas do MIT; Dr. Patrick Michaels da Universidade de Virginia: Dr. Fred Singer; Professor Bob Carter, geologista da James Cook University, Austrália; 85 cientistas e especialistas em climatologia, que assinaram a declaração de Leipzeg, a qual denominou os drásticos controles climáticos de “advertências doentes, sem o devido suporte científico”; 17.000 cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, que assinaram a petição do Oregon Institute de ciências e medicina, cujo texto afirma a falta de evidência científica comprovando que os gases estufa causam o aquecimento global; e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70 ganhadores do Prêmio Nobel, que assinaram a Petição de Heidelberg, na qual se referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como “teorias científicas altamente duvidosas”.

Estes são alguns dos mais qualificados “céticos”, minimizados por gente como Jay Rockefeller, Olympia Snowe e Al Gore, e a quem, de acordo com a Igreja do Aquecimento Global, não deve ser dado voz nesse assunto.

Há uma montanha de mentiras cercando o mantra do aquecimento global. A maior delas defende que existe “consenso”, entre cientistas, de que o aquecimento da terra, causado por ações humanas, é um fato. Não há tal consenso. A razão exige que nós escutemos os céticos [antes que eles sejam queimados pelos bárbaros no cadafalso da estupidez].

(*) Personagem de fábula infantil que foi atingido na cabeça por uma amêndoa e acreditou que o céu estava desabando.
Publicado por capmag.com com o título Uma verdade inconveniente sobre o aquecimento global: os “céticos” têm argumentos válidos
Tradução: João Luiz Mauad