Posts Tagged ‘foro de são paulo’

20.04
08

Dilma Roussef – Trajetória Criminosa

Postado por GermanoCWB ·

A trajetória criminosa de Dilma Roussef

Eu sei que PPS é muuuiiito chato.

E vai ficar pior ainda, porque vou ter que pedir para vocês clicarem no link abaixo para verem essa apresentação na minha página do Slide Share.

Clica aí porque vale a pena.

http://www.slideshare.net/germanocwb

20.04
08

O PT e seu manifesto comunista

Postado por GermanoCWB ·
Olá a todos
Este texto é antigo, setembro de 2007, mais ou menos, e estava guardado por aqui.
Agora, com o grande destaque que a guerrilheira Dilma Roussef vem alcançando na condução da pasta em que substituiu o também guerrilheiro José Dirceu, e graças ao enorme apoio e agrados que recebe do presidente Lula, eu resolvi publicá-lo.
(Leiam aqui a publicação da Folha Corrida de Dilma Roussef).
Também pesaram na decisão as recentes manobras e crimes dos marginais do MST; os novos escândalos no governo; o crime que o governo está cometendo contra a população no caso da dengue; a evidente (mas negada) intenção de articular um terceiro mandato para o Lula; e etc, etc, etc…
Abs
Germano

 

 

O PT E SEU MANIFESTO COMUNISTA

 

Produzido por Ternuma Regional Brasília

(Ternuma - ONG Grupo Terrorismo Nunca Mais)

Por Aluisio Madruga de Moura e Souza

 

 

 

“A democracia inclina-se a ignorar ou mesmo a negar as ameaças de que é objeto, tanto que lhe repugna adotar medidas adequadas e dar-lhes a réplica. E só desperta quando o perigo se torna mortal, iminente, evidente. Mas, então, ou falta-lhe tempo para poder conjurá-lo, ou o preço a pagar pela sobrevivência torna-se insuportável.”

Jean François Revel em “Como Terminam as Democracias”

O Partido dos Trabalhadores, desde sua criação sempre viveu uma grande dúvida: alcançar o Poder pela via eleitoral ou definir-se, imediatamente, como partido revolucionário e tentar tomar o poder de forma insurrecional.

Chegou ao Poder pela via eleitoral, mas jamais deixou dúvidas de que seu objetivo é implantar o comunismo no País.

Por outro lado, para aqueles que acompanham sua trajetória ao longo dos tempos fica claro que a agremiação sempre adotou e continua adotando, programaticamente, a possibilidade do emprego da Luta Armada, embora não conste por escrito no seu programa, pelo simples fato de não ser essa opção permitida por lei. Mas a pregação para seus quadros mostram, nitidamente, ser este um posicionamento meramente tático.

O certo é que o PT, estando no poder, cada vez mais se transformou em um partido de massa, com um conteúdo que não podemos mais afirmar como nitidamente classista e de composição majoritariamente operária(proletariado urbano e rural), já que com ele estão partidos e políticos de todos os matizes, mensaleiros e toda uma gama de outros vendilhões da Pátria.

Dentro do esquema de compra de votos e do vale-compra-de-consciências a agremiação – verdadeira hidra vermelha – absorveu por intermédio da criação de um sem número de Ministérios, Agências Reguladoras, vale-alimentação, vale-fome, vale-esquecimento da sem-vergonhice e outros expedientes menos lícitos, todos os postos chaves do governo e, assim, engoliu o Estado, fazendo dele o depositário de suas decisões sem que exista uma oposição política capaz de a ele se opor e, muito menos, impedir que o País rume célere para o comunismo.

É assim que o Brasil, mais uma vez, está sendo enganado por comunistas e, também, por aproveitadores por eles comprados que estão se aproveitando das liberdades oferecidas pelo regime democrático.

No momento, os dirigentes do Partido consideram ter chegado a hora de levarem o Brasil, ao trote, rumo ao comunismo. Só restam duas opções: as forças democráticas vivas deste imenso País não vão aceitar tal imposição e reagirão e então teremos uma Contra-Revolução como ocorreu em 1964, agora com muito derramamento de sangue, ou simplesmente vão se acomodar e caminhar para a guilhotina sem esboçar reação.

As cartas foram colocadas na mesa com o que foi aprovado no recém 3º Congresso do PT. A leitura dos temas não deixa nenhuma dúvida de que o delírio dessa gente é tão grande, que consideram que o ovo da serpente que geraram já está maduro o suficiente para que ela se arraste o bastante para que atinja seu objetivo final e de o bote.

Dentre as propostas existentes no 3º Congresso existem três que chamaram mais nossa atenção a saber: fica claro a intenção de usando o que assegura a benevolência da própria democracia, convocar uma assembléia constituinte para aprovar a reforma política; apoiar um plebiscito que venha a discutir a reestatização da Companhia Vale do Rio Doce e “atacar de frente o oligopólio privado das comunicações”.

Como podemos ver nada de diferente do que vem pregando outros associados ao Fórum de São Paulo como Evo Morales, Hugo Chavez e seus asseclas.

Ora, com todas estas questões ainda vivemos em um estado democrático que nos foi assegurado por uma Constituição que se diz Cidadã. Então, propor a convocação de uma constituinte nada mais é do que estar propondo um golpe, pois na proposta está a intenção do partido que é de conhecimento público de incluir na Carta a possibilidade de uma terceira eleição para o Sr. Lula da Silva. Este é o caminho que estão buscando para que Lula se perpetue no governo, como ocorre em todo país comunista.

Retroceder na venda da Vale do Rio Doce? Como? A Companhia foi vendida em licitação pública. Ganhou quem ofereceu o melhor preço. Qual é a real intenção dessa proposta do partido do governo? Rasgar contratos? Gerar insegurança na livre iniciativa?

Quanto tentar restringir a liberdade dos meios de comunicações esta não é a primeira vez que isto ocorre por parte deste desgoverno e, na atual conjuntura, seus objetivos principais são: dar um golpe fatal na liberdade de Imprensa e minguar ainda mais com o poder das Forças Armadas. Estes são velhos sonhos do Partido que hora tomam corpo.

As cartas foram postas na mesa pelo PT que está testando os dois segmentos acima citados, jogando sozinho. Exemplo vivo do que falo está no lançamento no dia quinze de agosto, no auditório do anexo I da Presidência da República, do filme Hércules 56, referência ao avião da FAB que conduziu para o México, em 1969, os 15 presos que foram libertados por exigência dos terroristas que seqüestraram o embaixador americano Charles Elbrick, cabendo lembrar que entre os libertados estava o ex-Ministro da Casa Civil José Dirceu e entre os ex-seqüestradores o atual todo poderoso da Imprensa palaciana, Flanklin Martins. E por último o lançamento pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, no Palácio do Planalto, com a presença do Presidente da República e do Ministro da Defesa de livro que nada mais é do que uma versão mentirosa da recente história política do Brasil.

Penso que está na hora da Imprensa não infiltrada e responsável desse País, juntamente com as Forças Armadas e demais Forças Patrióticas começarem a jogar, enquanto ainda há tempo, o jogo que precisa ser jogado em defesa da Verdadeira Democracia. Não permitam que um caos ainda maior do que o já existente, destrua o que ainda resta do povo brasileiro hoje pobre, morrendo nos hospitais por falta de assistência ou devido a marginalidade que se instalou no País, tudo, conseqüência da corrupção implantada pela liderança de um partido que pretende se perpetuar no poder.

 

Visite o site www.ternuma.com.br

14.10
07

Desabafo – Olavo de Carvalho

Postado por GermanoCWB ·

Olavo de Carvalho desce a lenha em político imbecil, além de expor a pouco conhecida relação entre o PT , as FARC e o Narcotráfico.

Desabafo – Olavo de Carvalho

5.03
07

Olavo de Carvalho – Estupidez criminosa

Postado por GermanoCWB ·

DC, 26 fev. 2007 Estupidez criminosa Olavo de Carvalho

Quando a verdade se torna óbvia demais e as mentes obstinadas continuam a negá-la sem que se possa acusá-las de ocultação interesseira, então estamos diante daquele fenômeno que Eric Voegelin chamava “estupidez criminosa” – o abuso intolerável do direito à imbecilidade. O grande filósofo germano-americano usou o termo para designar a conduta mental das elites alemãs que teimaram, até o fim, em não enxergar o perigo do nazismo. Mas os exemplos do fenômeno estão por toda parte, e não cessam de se multiplicar.

Há tempos venho afirmando que a ingerência estrangeira na América Latina não tem nada a ver com o bom e velho “imperialismo ianque”; que existe um novo e mais formidável imperialismo em ação no mundo; que ele planeja nada menos do que dominar a espécie humana inteira por meio de um governo global a ser instaurado pela ONU no prazo máximo de uma década; que ele é ostensivamente anti-americano, tendo entre seus objetivos explícitos a dissolução dos EUA como nação independente e sua submissão a uma administração internacional; que ele apóia e subsidia a esquerda do Terceiro Mundo, especialmente a da América Latina, na qual vê o instrumento primordial para realizar, neste continente, uma das integrações regionais calculadas para culminar na integração político-administrativa do planeta. É inútil responder com o estereótipo “teoria da conspiração”. Não há conspiração nenhuma: é tudo aberto, oficial, documentado. Está visível aos olhos de todos, em dezenas de resoluções da ONU, em compromissos assinados entre chefes de Estado, em livros assinados por luminares do pensamento globalista, homens célebres como Gorbachev e George Soros, que gritam do alto dos telhados seus planos e intenções. Ainda assim milhões de patetas olham tudo com incredulidade beócia e, afetados da “síndrome do Piu-Piu”, continuam perguntando se viram o que viram e se o que aconteceu aconteceu.

Já escrevi centenas de páginas a respeito, já mostrei fontes e documentos, já rebati cada objeção com toda a meticulosidade e rigor – mas a burrice, quando reforçada pelo medo, é invencível.

Muitos, a pretexto de “nacionalismo”, continuam voltando suas baterias contra os EUA, sem perceber – ou sem querer perceber — que o enfraquecimento da nação americana é do interesse máximo do esquema globalista, que sem destruir a soberania do país mais forte será inútil para os pretendentes ao governo do mundo eliminar a dos mais fracos.

Mesmo agora, quando o sr. Hugo Chávez proclama aos quatro ventos sua intenção de dissolver as nações do continente numa república dos “Estados Unidos da América do Sul” (v. http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/758684.htm), os idiotas continuam achando que apoiá-lo na sua campanha contra os EUA é “defender a nossa soberania”. Mesmo agora não querem enxergar a articulação patente entre a revolução chavista e o plano do CFR (Council on Foreign Relations) de fundir os EUA, o México e o Canadá numa “North American Commonwealth”.

Contra a estupidez maciça não há argumento. Desisto. Chamem o Alborghetti. Só ele é capaz de discutir com essa gente num nível que ela compreende. Voegelin aplaudiria entusiasticamente o vocabulário dele em tais circunstâncias.

A fraqueza maior da direita Independentemente e acima das definições mutáveis que os grupos políticos dão a si mesmos e a seus adversários, existe a realidade histórica que o estudioso pode apreender desse mesmo conjunto de mutações tal como aparece num período de tempo suficientemente longo. Historicamente – não ideologicamente — “esquerda” é o movimento revolucionário mundial, “direita” é a re-estabilização periódica da sociedade segundo o arranjo possível entre os valores tradicionais da civilização judaico-cristã e o estado de coisas criado pelas expansões e retrações do movimento revolucionário a cada etapa do processo histórico. Nesse sentido – e só nele –, sou, com toda a evidência, um direitista. Também nesse sentido é corretíssima a denominação que os esquerdistas deram à direita em geral: “reação”. O fator ativo da história dos três últimos séculos é a a revolução; a direita é meramente “reativa”. Mas também aqui é preciso distinguir entre a “reação” em sentido historicamente objetivo e o uso polêmico do termo pela propaganda revolucionária, sobretudo como instrumento de achincalhe entre suas múltiplas dissidências internas. Comunistas e nazistas acusavam-se mutuamente de “aliados da reação”, assim como o faziam, dentro do próprio campo comunista, os adeptos de Stalin e de Trotski. O movimento revolucionário como um todo é uma tradição de pleno direito, com unidade e continuidade conscientes, refletidas não só nos incessantes reexames históricos a que seus líderes e mentores se entregam com mal disfarçada volúpia, mas na história dos grupos, correntes e organizações militantes, notáveis pela sua estabilidade e permanência ao longo dos tempos. A “reação” não tem nenhuma unidade em escala mundial. Sua história consiste de uma série de surtos independentes que espoucam em lugares diversos, ignorando-se uns aos outros e contentando-se com suas respectivas identidades históricas locais. Existe, por exemplo, uma identidade histórica do conservadorismo americano, ou até do anglo-americano. Mas ela não tem nenhuma conexão – nem vontade de tê-la – com a da direita francesa, ou alemã, hispânica ou hispano-americana, por exemplo. (Não deixa de ser interessante observar que, embora as defesas mais eloqüentes dos princípios econômicos clássicos subscritos pelos conservadores anglo-americanos tenham vindo de dois pensadores austríacos exilados, Ludwig von Mises e Friedrich von Hayek, a influência deles foi absorvida como um fator isolado, sem que se disseminasse nos meios conservadores da Inglaterra e dos EUA nenhum interesse maior pelo surto cultural austríaco dos anos 20, do qual a obra deles é tão evidentemente devedora.) Uma “internacional direitista” é quase inconcebível, e é de certo modo inevitável que seja assim. A ação revolucionária é global de nascença, seu campo de ação é o mundo inteiro. As reações não poderiam ser senão locais e esporádicas, conforme a multiplicidade casual dos valores – patrióticos, religiosos, morais, sociais e econômicos – que pareçam mais diretamente ameaçados pelo movimento revolucionário em cada lugar e ocasião. Voltando-se contra aspectos determinados e parciais da revolução, as reações vivem num perpétuo desencontro do qual só poderão sair quando enxergarem a unidade do inimigo e entrarem num acordo de combatê-lo como um todo, não por pedaços isolados. Uma dificuldade que se opõe a isso é que, como as dissidências internas do movimento revolucionário se rotulam mutuamente de reacionárias, com freqüência algumas delas passam como verdadeiramente direitistas perante a população mal informada e até perante a liderança reacionária, que assim acaba dividida por efeito da infiltração e das intrigas. Outra dificuldade é que, tomadas isoladamente, nem todas as propostas do movimento revolucionário são más ou destrutivas. Ao contrário, muitas delas não são senão valores tradicionais usurpados, adulterados e colocados a serviço do plano revolucionário de conjunto. O mal não está nas propostas isoladas, está no conjunto. Como, porém, a direita é politicamente fragmentária, sua visão do inimigo tende a ser também fragmentária.

A ilusão da “meta da história” Tomar a sua própria ideologia como culminação e objetivo final da História e depois redesenhar a sucessão dos tempos passados para forçá-la a confirmar esse preconceito é um vício tão disseminado entre os pensadores modernos, que acabou por penetrar fundo na alma dos povos e consolidar-se como um dogma da religião civil em quase todos os países do mundo. O automatismo compulsivo com que nos debates populares os partidários das correntes mais díspares apelam aos lugares-comuns do “avanço” e do “retrocesso”, do “progresso” e do “atraso”, não só para comparar sua imagem de si próprios com a de seus adversários, mas até para usar esses termos como medidas gerais de aferição dos acontecimentos históricos, mostra como se tornou natural e improblemático imaginar a totalidade do movimento histórico como uma linha unidirecional com trajeto uniforme e objetivo predeterminado. Nada nos conhecimentos disponíveis na ciência da História justifica essa pretensão, que parece adquirir tanto mais autoridade sobre o imaginário quanto mais desmentida e desmoralizada pela pesquisa histórica séria. Não existe uma receita mais infalível para escapar da realidade e viver num mundo de fantasia do que subscrever, de maneira consciente ou inconsciente, esse mito grotesco da “meta da História”. O fato mesmo de que existam metas diferentes em disputa, cada qual se arrogando o papel maximamente honroso de ponto final dos tempos, já mostra que se trata de uma competição de enganos. E não só adeptos confessos do mito revolucionário participam dela. Os liberais em peso seguem a máxima de Croce, “A história é a história da liberdade”, com o seu corolário de que a liberdade é a diferença específica entre o mundo moderno e o medieval e antigo. Para tornar crível essa dupla mentira, são obrigados a ocultar o fato de que o totalitarismo se expandiu muito mais no mundo moderno do que as instuições liberais, tanto em área geográfica quanto no número de seres humanos sob o seu domínio. Não conseguindo ocultá-lo totalmente, tratam de explicar o comunismo, o nazismo e o radicalismo islâmico como frutos do “atraso” e do “retrocesso”, escamoteando o fato de que as ideologias totalitárias são tão modernas quanto o liberalismo e sobrepondo à sucessão real dos tempos a cronologia inventada. Mesmo o radicalismo islâmico só é chamado erroneamente de “fundamentalismo” porque a mídia ignora que ele não é obra de muçulmanos tradicionais e sim de intelectuais muçulmanos formados na Europa sob a influência de Heidegger, Foucault e Derrida.

Quanto aos esquerdistas, nem é preciso falar. Eles acreditam piamente que o socialismo é uma fase histórica superior e posterior ao capitalismo, por mais que os regimes socialistas fracassem e cedam lugar a democracias capitalistas. Naturalmente eles explicam esses fenômenos como “retrocessos”.

Mais extravagante ainda é a onda neo-iluminista e sua irmã xifópaga, o neo-evolucionismo, que proclamam as religiões e especialmente o cristianismo “fases superadas” da História embora as igrejas cristãs não parem de crescer e, nas regiões onde definham, não sejam substituídas pelo culto iluminista nem evolucionista, e sim pelo Islam.

Em contraste com essas fantasias, o que a ciência histórica nos ensina é que:

1. Não há uma linha integral da história humana, mas vários desenvolvimentos independentes, irredutíveis a uma narrativa comum exceto como artifício literário ou como teoria metafísica. A espécie humana só tem unidade biológica, não histórica. A “história universal” tomada como unidade é uma construção imaginária erguida desde o pressuposto de um observador onisciente que ou é Deus – supondo-se que o historiador O tenha consultado a respeito — ou é uma fantasia megalômana de historiador.

2. Se não há linha nenhuma, muito menos há uma linha predeterminada, comprometida a levar a um resultado previsto.

3. Não há um “sentido” da História, mas vários sentidos entrecruzados, documentados pelas auto-explicações fornecidas pelas várias culturas e civilizações. A filosofia da História e a própria ciência histórica não são senão mais duas dentre as inumeráveis estruturas de sentido que vão surgindo ao longo dos tempos conforme o esforço humano de encontrar um nexo inteligível na experiência da vida.

4. Ninguém sabe como ou quando a História vai terminar, portanto toda tentativa de apreender “o” sentido da História acaba instituindo um fim imaginário, após o qual a História prossegue imperturbavelmente.

5. Em contraste com isso, as verdadeiras estruturas de sentido, que criaram e sustentaram civilizações inteiras, não remetem a um fim imaginário, mas ao supratempo, ou eternidade. Só a eternidade dá sentido ao tempo: isto não é uma opinião minha, mas o único ponto em que todas as civilizações sempre estiveram de acordo (v., a propósito, o livro maravilhoso de Glenn Hughes, Transcendence and History).

Moral e ateísmo Os detratrores da religião usam e abusam deste argumento que encontraram em Humboldt (não o explorador e naturalista Alexander, mas seu irmão filólogo Wilhelm): “A moralidade humana, até mesmo a mais elevada e substancial, não é de modo algum dependente da religião, ou necessariamente vinculada a ela.” Todas as civilizações nasceram de surtos religiosos originários. Jamais existiu uma “civilização laica”. Longo tempo decorrido da fundação das civilizações, nada impede que alguns valores e símbolos sejam separados abstrativamente das suas origens e se tornem, na prática, forças educativas relativamente independentes. Digo “relativamente” porque, qualquer que seja o caso, seu prestígio e em última análise seu sentido continuarão devedores da tradição religiosa e não sobrevivem por muito tempo quando ela desaparece da sociedade
em torno.
Toda “moral laica” não é senão um recorte operado em códigos morais religiosos anteriores. Esse recorte pode ser eficaz para certos grupos dentro de uma civilização que, no fundo, permaneça religiosa, mas, suprimido esse fundo, o recorte perde todo sentido. A incapacidade da Europa laica de defender-se da ocupação cultural muçulmana é o exemplo mais evidente. O presente estado de coisas nos países que se desprenderam mais integralmente de suas raízes judaico-cristãs está demonstrando com evidência máxima que a pretensa “civilização leiga” nunca existiu nem pode existir. Ela durou apenas umas décadas, jamais conseguiu extirpar totalmente a religião da vida pública malgrado todos os expedientes repressivos que usou contra ela e, no fim das contas, sua breve existência foi apenas uma interface entre duas civilizações religiosas: a Europa cristã moribunda e a nascente Europa islâmica. A opinião de Humboldt é baseada num erro duplo, ou melhor, numa convergência de erros que dão a impressão de confirmar-se como verdades. De um lado, ele faz uma dedução lógica a partir dos significados gerais dos termos e, vendo que o conceito genérico de moralidade não implica nenhuma referência a Deus, aplica ao mundo dos fatos a conclusão de que uma coisa não depende da outra. Isso é vício de abstratismo: inferir, de um raciocínio, os fatos, em vez de raciocinar com base nos fatos. De outro lado, porém, ele observa que em torno há indivíduos ateus “de moralidade elevada e substancial”, e acredita que com isto obteve uma comprovação empírica da sua dedução. O que ele nem percebe é que a moralidade deles só é boa porque sua conduta coincide esquematicamente – e exteriormente — com aquilo que os princípios da religião exigem, isto é, que a possibilidade mesma de uma boa conduta laica foi criada e sedimentada por uma longa tradição religiosa cujas regras morais, uma vez absorvidas no corpo da sociedade, passaram a funcionar de maneira mais ou menos automatizada.

Em suma, só o homem abstrato – ou o herdeiro mais ou menos inconsciente de tradições religiosas – pode ter uma moral sem Deus. O primeiro é uma ficção lógica, o segundo é uma aparência que encobre a realidade das suas próprias origens. Tomá-los como realidades, e mais ainda como realidades universais e incondicionadas, é um erro filosófico primário, que mostra escassa capacidade de analisar a experiência.

5.03
07

Corrupção não tem cura

Postado por GermanoCWB ·

Médico diz que corrupção não tem cura

Redação O Estado do Paraná [23/02/2007]

A cama caiu. Este é o nome da tela, pintada pelo artista Waldomiro de Deus, em 2005, quando os pilares do Congresso Nacional começaram a ruir. E se as tramóias políticas jamais fossem descobertas, a cama continuaria em pé? O psicoterapeuta e médico do Hospital das Clínicas de São Paulo João Figueiró garante que sim. “Corrupção é um desvio de caráter praticamente incurável, irreversível, que pode ser contido apenas por meio de sanções externas. Por exemplo: se você avança o sinal vermelho, é multado”, comenta o especialista.

Para infratores de trânsito, pontos na carteira. Para crianças desobedientes, fim da sobremesa. E com um político faltoso, o que se faz? “Nada se faz, geralmente. É essa impunidade que encoraja a prática da corrupção na política”, diz Figueiró. O caso Fernando Collor de Mello exemplifica com perfeição o pensamento do profissional. Alvo de um impeachment em 1992, o ex-presidente foi eleito senador na última eleição.

Para muitos, o diagnóstico da corrupção como mal crônico pode parecer cruel demais. Para outros, no entanto, a constatação de que “a ocasião faz o ladrão”, como afirma o conhecido ditado popular, pouco incomoda. “Perdemos a capacidade de espanto. Levar vantagem é visto como positivo na sociedade, é o jeitinho brasileiro”, analisa Figueiró.

Não é preciso ser político ou personagem de história infantil para ganhar fama de mentiroso. Um estudo realizado na Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, pelo psicólogo Robert Feldman mostrou que as pessoas contam três mentiras a cada dez minutos de conversa.

O também americano David Smith defende que a mentira é necessária para o desenvolvimento da sociedade humana. Os polêmicos argumentos que sustentam a tese estão reunidos no livro Por que Mentimos – Os Fundamentos Biológicos e Psicológicos da Mentira, lançado no Brasil em 2005 (Editora Campus).

Smith é diretor do Instituto de Ciência Cognitiva e Psicologia Evolutiva da Universidade de New England. No Brasil, João Figueiró baliza a tese do colega citando os desmandos na política. “Algumas profissões atraem mais mentirosos e corruptos que outras. O preço de ser corrupto é a segurança de não ser flagrado, o que ocorre muito na política. O poder ajuda a corromper quem está em cima do muro, sem uma sólida formação ética. É mais fácil ser honesto quando se está em atividades fiscalizadas com rigor”, diz o brasileiro.

Incurável

O tema corrupção é instrumento de pesquisa do psicoterapeuta João Figueiró, do Hospital das Clínicas de São Paulo, desde 1970. Para ele, trata-se de um mal incurável e constituído na infância. “A fase nuclear de constituição da personalidade se dá entre cinco e oito anos”, afirma. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Se corrupção é incurável, o que se pode fazer com os corruptos? Figueiró diz que é muito complicado operar alterações de personalidade e caráter. “Isso exigiria grande esforço, seria necessário que a pessoa buscasse ajuda. Eu, em mais de 30 anos de carreira, nunca encontrei um corrupto que me procurasse porque sentia-se desconfortável e queria mudar”, diz ele. Segundo Figueiró, o corrupto, no geral, não sofre com suas atitudes, não sente remorso. “Muitos até aproveitam para construir uma imagem de malandro, de esperto e isso faz sucesso no Brasil”, diz ele. Quer dizer que “mensaleiros” e “sanguessugas” não se arrependeram nem quando flagrados? Figueiró diz que o corrupto, geralmente, é também inteligente. A pessoa sempre tentará buscar uma forma de justificar sua atitude. “É o tal do “rouba, mas faz”, diz. O comportamento transgressor está tão incorporado à cultura do brasileiro, que roubar passou a ser visto como algo banal. “Passei a me interessar pelo assunto na Copa de 70, quando o jogador Gerson apareceu em uma propaganda dizendo o seguinte: “Você também gosta de levar vantagem em tudo’. Ser malandro aparece como um valor”, afirma o pesquisador.

4.02
07

Desprezo merecido – Olavo de Carvalho

Postado por GermanoCWB ·

JB, 25 jan. 2007

Desprezo merecido 

Olavo de Carvalho

A ninguém o movimento comunista despreza mais do que ao capitalista que primeiro lhe presta serviços e depois o critica. Tudo o que o sr. Hugo Chávez disse de O Globo é absurdo, mas, de certo modo, merecido. Vinte anos lambendo os pés de intelectuais comunistas, achincalhando os militares brasileiros, mitificando Che Guevara e Fidel Castro, demonizando os EUA, patrocinando a ascensão do lulismo e ocultando a violência esquerdista no mundo não asseguram a essa organização de mídia senão o direito de continuar fazendo a mesma coisa dia após dia, docilmente, até à humilhação final. A tarimba no exercício da subserviência não autoriza ninguém a bater pezinho, de repente, só porque a doce imagem do ideal esquerdista saiu da sua embalagem de sonhos e se encarnou na roubalheira petista ou na figura grotesca e ameaçadora do sr. Chávez. O comunismo é assim. Os luminares globísticos tinham a obrigação de saber disso. O falecido dr. Roberto não cansou de avisá-los.
Em vão. O Globo fez como aquela mocinha que se engraçou para cima do Mike Tyson, subiu até o apartamento do brutamontes, se agarrou com ele na cama e, na hora H, começou a se fazer de virgem pudica. Pensem o que quiserem, a senhorita vai sempre acabar alardeando virgindade na delegacia, de olho roxo. Os insultos de Hugo Chávez e a galera gritando “Rasga! Rasga” são o prêmio que o império midiático dos Marinhos leva por bajular os inimigos e boicotar os amigos.

Não, não celebro esse acontecimento, que prenunciei vezes sem fim. Schadenfreude — alegrar-se com a desgraça dos outros — não é um dos meus vícios. Espero apenas que o episódio sirva de lição para os demais empresários de mídia. Ninguém afaga o comunismo impunemente. Comunistas não aceitam submissão pela metade, murismo, negaceios. É tudo ou nada. Se você dá e toma, eles acabam com a sua raça. Até a Igreja Católica perdeu credibilidade e fiéis depois daquela orgia de afagos à esquerda no Concílio Vaticano II. O Globo, a Folha e demais jornais brasileiros não têm mais proteção divina do que o Papa. Ontem ele era a encarnação máxima da autoridade moral no mundo. Hoje leva pito de qualquer muçulmano enragé, e baixa a cabeça. A mídia brasileira  não vai se sair melhor. O destampatório de Hugo Chávez é só o começo. E que ninguém espere socorro de São Lulinha. Ele não é besta de se voltar contra o Foro de São Paulo só para defender aliados de ontem, dos quais precisa cada dia menos.

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Por falar nisso, há décadas o economista cubano Armando Lago, com uns poucos auxiliares e sem as verbas milionárias que alimentam a indústria da autopiedade comunista, vem fazendo o levantamento detalhado e criterioso das vítimas do regime castrista. Elas não são menos de cem mil em Cuba e trezentos mil em outros países – Peru, Colômbia e Angola, principalmente. Perto disso, o abominado Pinochet é Madre Teresa de Calcutá e os nossos “anos de chumbo” são o diário da Poliana. Um resumo da pesquisa encontra-se no documentário “Arquivo Cuba”. Vejam em  http://www.youtube.com/watch?v=ag5XaHp-03A. No Jornal Nacional é que não vai passar.