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Avião – Pouso difícil
Postado por GermanoCWB ·
Avião – Pouso difícil

22 November, 2009
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Um outro lado dos problemas dos aeroportos
“O país está indignado com o que acontece nos aeroportos. Mas nem tudo está sendo dito à população e, talvez, nem à própria imprensa.” (Alamar Régis Carvalho)
Solidariedade aos controladores de vôo
Não é bem o tipo de assunto que eu gosto de abordar, todavia, considerando que a omissão, ao meu ver, é também um grande crime, não posso deixar de falar sobre uma coisa que conheço bem, já que durante algum tempo eu também
vivi no sistema de Proteção ao Vôo, na Aeronáutica, constituindo-me num tremendo criador de casos (peguei muita cadeia por causa disto), já que, desde criança, nunca fui de dizer amém para os absurdos, as intolerâncias, os abusos e as irresponsabilidades, partissem elas de pessoas, instituições ou até mesmo de uma Força Armada.
Formei-me em rádio telegrafista, na Escola de Especialistas de Aeronáutica, e ao deparar-me com o vergonhoso equipamento que era dado a mim e aos demais colegas para trabalharmos na estação rádio do aeroporto internacional de
Belém, rebelei-me contra aquilo, disse que não desempenharia a minha especialidade naquelas condições – eu era abusado, com apenas 20 anos de idade, e como era – ao mesmo tempo em que via os demais colegas, coitados, se sujeitarem a todo tipo de humilhação e desrespeito humano, situação aquela que levava muitos a terem sérios problemas auditivos além de outros que os levavam ao hospital da Aeronáutica.
Os colegas mais velhos, preocupadíssimos comigo, alertavam-me sempre:
- “Tu és doido, cara, em querer peitar os homens aqui dentro? Não te destes conta ainda de que estás no meio militar e que deve, aqui, apenas obedecer ordens, caladinho, humildemente, sem poder dizeres p. nenhuma?”
Jamais eu aceitaria uma situação daquela. Ficar calado diante de humilhações? Jamais!!!!
Cadeia atrás de cadeia, mas não abri mão da minha decisão.
Depois que constatei e vergonha que eram os equipamentos de rádio telegrafia, nunca mais quis operar com aquele tipo de coisa e não teve quem me fizesse voltar atrás. Nem o canalha do Coronel José Bernardo Santarém, o maior desafeto que eu tive dentro da Força Aérea, um covarde de marca maior, (com todo o processo de tortura que ele submetera àquele garoto, então com 22 a 23 anos)
conseguiu fazer-me desistir da minha decisão. Determinei que trabalharia naquele aeroporto somente com telex e teletipo, mas com telegrafia, nunca mais. E assim fiz, apesar das cadeias.
Bom, mas o caso aqui não é contar a minha história, é falar em solidariedade aos controladores de vôo deste País, mostrando às pessoas alguns aspectos que a grande imprensa não está mostrando, não sei se por omissão, por
desconhecimento das verdades verdadeiras dos fatos ou porque os colegas atuais estão ameaçados de alguma coisa, caso abram a boca, já que são militares.
Sei que é muito chato para qualquer cidadão chegar a um aeroporto, pessoas até com pouco dinheiro, e não conseguir embarcar, tendo que ficar preso no aeroporto e até obrigado a ir para hotel, com mais despesas e, em alguns casos, perdendo compromissos inadiáveis. A televisão está mostrando isto a toda hora. Não é fácil.
As pessoas se revoltam, com justa razão.
Descontrolar-se e partir para agressão ao funcionário da companhia aérea, é insanidade e não tem justificativa, porque ele não tem culpa nenhuma. Todavia, há um aspecto aí que todos devemos levar em consideração: “A corda quebra sempre do lado mais fraco”, é um velho ditado. E a tendência, diante disto, é colocarem a culpa por tudo, como já estão colocando, em cima daqueles mais fracos e SEM DIREITO A DEFESA, que são os controladores de vôo sargentos da Aeronáutica.
Do mesmo jeito que aconteceu, diante do trágico acidente com o avião da Gol, quando a coisa terminou em “pizza” para os pilotos americanos, já que não era conveniente criarem problemas diplomáticos com os Estados Unidos; isentos também foram o poderoso infraero e a companhia aérea, restaria quem? O coitado do controlador de vôo.
Você, meu amigo leitor ou leitora, não tem idéia de como vivem esses profissionais e é sobre isto que quero falar.
Tente ficar, você, no lugar deles, diante desta realidade:
Enquanto nos Estados Unidos um controlador de vôo ganha de 4 a 5 mil dólares por mês, para trabalhar 4 horas, aqui no Brasil os nossos ganham apenas de 1.400 a 1.500 reais, para trabalharem 6 horas. O serviço é o mesmo, a enorme
responsabilidade pela segurança das vidas humanas é a mesma, os aviões que trafegam pelos ares são os mesmos.
Você tem idéia de quanto ganha um ascensorista de elevador na Câmara Municipal de São Paulo? Não vou falar, para evitar maiores indignações.
Qualquer trabalhador no Brasil, nos dia de hoje, vive cheio de direitos, pode fazer greve à vontade, basta ser liderado por um indivíduo qualquer que resolve querer aparecer com pretensões políticas, atrás de um sindicato, que pára tudo mesmo, e ninguém fala nada. Muito pelo contrário, ainda tem amparo do Governo, do Ministério e da “justiça” do trabalho.
No Brasil, se um vagabundo qualquer resolve roubar uma empresa, em suas diversas modalidades de roubos, obviamente vai fazer tudo muito bem planejado, sem deixar rastros, porque ele não é besta, (é o que mais acontece). Depois que a empresa descobre, mesmo sem poder ter as provas documentadas, resolve demiti-lo.
O que faz ele?
Procura um advogado, tão pilantra como ele, sem qualquer compromisso com honestidade, dignidade e a ética tão recomendada pela OAB, entra na “justiça” do trabalho dizendo-se vítima, escreve nos autos do processo o que quer, inventa horários extraordinários trabalhados que nunca existiram e previne-se a extorquir o máximo que puder, na base do “se colar, colou”, e, caso a “justiça” comprove que ele não tem direito a um ou mais itens pleiteados malandramente, nada acontece com ele e muito menos com o seu safado advogado.
Ainda que o empresário tenha registrado queixa na polícia contra o ladrão, e apresenta o boletim de ocorrência na audiência trabalhista, o advogado diz para o juiz, fazendo constar nos autos, que se trata de uma perseguição da
empresa ao “pobre, coitadinho e indefeso trabalhador brasileiro”, e o juiz vai na onda. Na “justiça” do trabalho nunca um canalha deste vai para a cadeia, mas se um empresário, em desespero diante da situação, perde o
controle e fala mais alto, imediatamente é ameaçado de cadeia pelo mesmo juiz.
É assim a coisa no Brasil.
Gente, o controlador de vôo não pode nem de longe pensar em ter tantos direitos e tanta proteção assim, muito menos ter uma justiça altamente paternalista a seu favor. Aliás, tanto não, ele não tem direito nenhum.
Pra começar, não pode fazer greves. Se um pobre dum sargento desse resolve ter a audácia de liderar o grupo, mesmo por motivos justos e agindo com honestidade, com certeza ele vai para a CADEIA imediatamente e lá ficará
incomunicável.
É isto mesmo, não estou exagerando em nada.
Chegadas atrasadas ou faltas ao trabalho no sistema trabalhista comum é tratado da forma mais natural possível e o máximo que acontece é um descontozinho bobo no salário ao final do mês.
Para um controlador de vôo, chegar atrasado ou faltar ao trabalho pode traduzir-se em cadeia.
No sistema trabalhista comum, qualquer um pode deixar de ir trabalhar, mesmo por preguiça, sem qualquer preocupação. Basta depois procurar um médico comum, já que no meio médico existem pilantras também, como em qualquer outro, pega um atestado fajuta, chega na empresa com a maior cara de pau, no dia seguinte, diz que estava doente e a empresa tem que justificar a falta, queira ou não queira.
O controlador de vôo jamais pode fazer isto, porque o único atestado médico que vale é do Hospital da Aeronáutica que, certamente, não vai atestar doenças que não existem.
Tem outro detalhe que precisa ser dito:
Na empresa comum existe um dono, seus diretores e seus gerentes que não podem dizer o que querem a você.
No meio militar, de repente, aparece um tenente qualquer, recém formado, sem experiência nenhuma, transferido para o setor do controle de vôo e já se transforma em chefe de um monte de sargentos com anos e anos de serviços, muitos com idade de serem seus pais, e se acha no direito de, porque é chefe dar ordens, impor, modificar métodos de trabalhos e processos de operação.
Quando se trata de um tenente equilibrado, sensato e coerente – tem muitos assim, não resta dúvida – tudo bem, porque esse tem consciência de que os seus conhecimentos não podem ser comparados com a experiência daqueles
profissionais que vivem aquilo durante anos. Até cresce, aliado aos seus subordinados.
Mas quando se trata de um imbecil, que também existe demais, a coisa complica e constitui-se em problema sério.
Aquele idiota que, por ser apenas superior hierárquico dos profissionais, pensa que é superior em tudo, inclusive em inteligência, competência, experiência etc. Por estar na condição de oficial, sofre da mesma doença que alguns advogados panacas sofrem quando passam num concurso para juiz, ou seja, a doença da “juizite”, que tem necessidade doentia de fazer todo mundo entender que ele pode prender, ostentando a sua “autoridade”. A Psicanálise tem claras explicações pra isto.
Este é um dos grandes problemas que os controladores de vôo enfrentam.
Por exemplo: Quando um administrador de empresa, inexperiente, sai da faculdade e entra numa empresa comum, onde existem profissionais experientes embora na maioria das vezes não formados, ele não tem como se fazer de besta e ir humilhando, exigindo, mandando calar a boca, porque sabe o que lhe pode acontecer, por parte dos outros funcionários.
Mas no meio militar não; existe até uma máxima que diz que “superior” nunca erra, o que é um absurdo, mas todo mundo tem que admitir que isto seja verdade. Daí o imbecil fica a vontade para descarregar as suas frustrações, faz ameaças de punição e muitas vezes prende mesmo, por bobagens e coisas altamente irrelevantes. Não tem como um sargento recorrer a um coronel ou brigadeiro para reclamar de abusos praticados por tenentes.
Estamos diante de um exemplo deste, quando os controladores são impedidos de se reunirem em audiência com o Ministro da Defesa do País. Até associações de garis, se quiserem, serão recebidas pelo Presidente da República, com sorrisos, fotografias, cobertura da imprensa, boné na cabeça e tudo; mas controladores de vôo não podem ter acesso a um Ministro. Está certo isto?
A Constituição Brasileira reza que todo cidadão brasileiro tem o direito de defesa, mas a mesma Constituição tira este direito dos militares, que podem ser humilhados e sacaneados a vontade, sem direito a dar um pio. Não podem
constituir advogados, não têm direitos a sindicatos, não podem se reunir em grupos para reivindicar coisa alguma… enfim, não podem nada e só têm deveres, deveres e deveres.
Ponha-se no lugar dos controladores de vôo e me diga, sinceramente e sem demagogia, se você aceitaria trabalhar numa situação desta, com uma gigantesca responsabilidade nas costas, sem direito a nada e sujeito a ser responsabilizado por situações graves e trágicas, como foi o caso do acidente com o avião da Gol. É mole?
Estes profissionais são gente também! Eles têm esposas e filhos, responsabilidades com educação de filhos, fazem supermercados, farmácias, têm problemas de saúde, carências e necessidades afetivas normais como qualquer um de nós.
Gente, existe um equipamento nos aeroportos do Brasil, há muito tempo cheio de problemas, que dá o posicionamento errado do avião no céu, que não se corrige nunca, ninguém toma providência nenhuma, há muito tempo. Por exemplo: ele diz que o avião está sobrevoando a região de Campinas, quando o mesmo já entrou no espaço da Grande São Paulo. Isto é gravíssimo e só não provocou mais tragédias por talvez Deus seja brasileiro mesmo.
O pior de tudo é que, se acontecer, não será o tenentezinho o responsável não e muito menos o coronel; serão eles, os controladores de vôo!!!
É por isto que eles estão gritando por socorro.
É preciso que o Brasil saiba destas coisas, para que o insensato que mandou prender esses profissionais em Brasília e vive a pressioná-los à obediência irracional se sinta também pressionado pela imprensa e pela opinião pública,
por esta barbárie que está cometendo.
Felizmente hoje vivemos uma época em que o meio militar é possuidor de um percentual de coerência, sensibilidade, bom senso e respeito ao ser humano bem maior que o que existia algumas décadas atrás. Por isto torna-se mais fácil resolver este problema, coibindo a ação dos torturadores imbecis de
farda, já que estes nos dias atuais são minoria, tenho certeza.
O Brasil não pode ficar calado, diante de uma injustiça dessa, sob pena da coisa se agravar muito mais.
Imagine se esses profissionais resolverem, em massa, pedirem baixa da FAB, o que aconteceria? E não duvidemos disso acontecer, porque nos dias atuais não é todo mundo que suporta humilhação, como havia no tempo da inquisição. São
homens altamente preparados, falam inglês, responsáveis, disciplinados e atentos por conta da profissão, que não teriam muita dificuldade em conseguir melhores colocações no meio civil, em condições humanas incomparavelmente melhores. Neste universo de sargentos há médicos, engenheiros, advogados, economistas etc…
A desmilitarização do setor é fundamental e indispensável. Eles têm razão e não pode ser de outra maneira.
Detalhe: Se eu ainda tivesse na Aeronáutica, poderia ser preso por ter escrito isto.
Pressionemos nós, a sociedade e a imprensa brasileira, para que o bom senso prevaleça em relação a este quadro.
Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor
alamar@redevisao.net
Veja também as outras matérias relacionadas:
- Apagão aéreo 3 – O que a imprensa não conta
- A diferença entre os apagões brasileiros
Esse é, no mínimo, um canalha.
Ele vai vestir de novo a máscara de coitadinho traído e que não sabia de nada (mensalão, Marcos Valério, José Dirceu, etc, etc), como se não fosse ele o responsável pelo total sucateamento das forças armadas, que são, no momento e num futuro próximo, os únicos adversários capazes de deter seus planos comunizantes, em conchavo com seus amiguinhos Fidel Castro, Hugo Chaves e Evo Morales.
(Veja post relacionado: ‘Ele não sabia de nada’)
03/04/2007
Em reunião com congressistas que integram o consórcio governista, Lula disse, nesta terça-feira, que os controladores fizeram “jogo baixo” com o presidente da República. “Eles me apunhalaram pelas costas”, disse o presidente, segundo relataram ao blog deputados que participaram do encontro. “Só esperaram eu sair do país para causar confusão.” Lula reportava-se à crise da última sexta-feira (30). Naquele dia, enquanto voava para os EUA, sargentos que cuidam do controle de vôo amotinaram-se no Cindacta 1, em Brasília.
A bordo do Aerolula, o presidente foi comunicado sobre o caos, que provocou a paralisação dos aeroportos brasileiros por cinco horas.
Referindo-se à negociação feita, em seu nome, pelo ministro Paulo Bernardo (planejamento), Lula disse não ter autorizado o auxiliar a comprometer-se com o cancelamento de punições impostas aos controladores pela Aeronáutica. Tampouco o autorizara a prometer que os sargentos sublevados não sofreriam sanções por conta do motim de sexta-feira.
Nesse ponto da reunião, Lula tentou isentar Paulo Bernardo de responsabilidade por promessas que o governo tratou de romper nesta terça-feira (3). Disse que o ministro fez o que lhe pareceu correto num instante de crise. Porém, com um atraso de quaro dias, condenou o acordo. Disse que não faz sentido premiar com o cancelamento de sanções militares que não respeitam nem o presidente da República nem a sociedadee brasileira.
Segundo o relato dos parlamentares que estiveram com Lula, o presidente declarou que considera adequado qualquer tipo de protesto. Mesmo aqueles que são organizados contra ele próprio. Mas não pode admitir que a sociedade seja prejudicada por “militares irresponsáveis”. Disse claramente que autorizou para a Páscoa o que desautorizara dias atrás.
No auge da crise de sexta-feira, quando o brigadeira Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, preparava-se para mandar à prisão os sargentos amotinados, o presidente desautorizou a providência. Agora, diz ter dado carta branca à Força Aérea para prender os controladores de vôo que ousarem causar problemas no feriado de Páscoa.
De resto, Lula informou aos congressistas que devolveu ao comandante Saito a atribuição de coordenar a transição do regime militar para um sistema de controle civil da aviação civil. Diferentemente da disposição que exibia até domingo, o presidente agora não tem pressa. Disse que o processo será feito com “toda a calma necessária”. Condicionou as mudanças à normalização da situação aeroportuária.
Escrito por Josias de Souza às 21h01
Depois de ler esse texto, leia também:
- Apagão aéreo 2 – Ele não sabia de nada
- Apagão aéreo 3 – o que a imprensa não conta
- Diferenças entre os apagões brasileiros
Muito interessantes os escritos reproduzidos abaixo por cientistas políticos a respeito do tema acima. Bom refletir sobre o que eles dizem.
Se verdadeiras as hipóteses apresentadas…confirma-se o que venho sentindo: Brasil, govêrno atual…SEM CHANCE DE MELHORAR!
Ricardo Mesquita.
Tráfico de influências no controle do tráfego aéreo
Eu insisto em bater nesta tecla do controle do tráfego aéreo, ainda que exista quem diga que este assunto não atinge eleitores do Lulla e portanto é bobagem falar deste tema. Atinge sim, tem muito eleitor deste presidente que está amargando horas em filas intermináveis nos aeroportos das maiores cidades do Brasil.
Mas nem penso em atingi-los, penso mesmo é em mostrar aos “donos da bola da vez”, que não somos cegos nem apalermados, que percebemos muito bem aonde querem chegar com tantas idas e vindas, contradanças e rodeios. Afinal, como um setor que funcionava à contento (apesar de esquecido pelo governo) até setembro de 2006 entrou em colapso após o desastre da Gol ?Já é do conhecimento de todos que este setor (antes só operado por militares treinados na Escola Especial da Aeronáutica, localizada em Guaratinguetá-SP) à cada nova torre instalada durante o governo FHC, passou a contratar civis treinados por militares para exercer a função de controladores de vôo. Já houve , nestas alturas, uma quebra de regras , pois o correto seria que tais civis assumissem estas funções através de concursos públicos, mas pelo visto foram “escolhidos a dedo”……Agora, estes mesmos civis , através do Sindicato dos Controladores Civis e de seu presidente, fazem uma verdadeira campanha terrorista contra os controladores militares com o único intuito de que se desmilitarize o setor para colocar seus salários em patamares que os militares jamais sonharam receber. Mas esta não é a única vantagem pretendida. Esta, na verdade é a menor das vantagens, serviu só para motivar e fazer mover estes menores lacaios do governo na direção pretendida, pois o que o governo Lulla pretende é muito maior.
Os problemas no tráfego aéreo coincidentemente só começaram depois que estes civis contaminaram este setor com sua presença. E como coincidência não existe, concluo que eles lá foram conduzidos para fazer exatamente esta esbórnia afim de que os militares pagassem um pato que não lhes pertence.
Tudo para atender ao sonho de Lulla.
E o que é que Elle quer afinal?Elle quer que o controle de todo espaço aéreo passe para mãos de civis militantes petista, o que vale dizer, para as sôfregas mãos do próprio governo Lulla.
Afinal, quem já não soube que se Marta assumir a Pasta do Turismo, Lulla passará o controle da INFRAERO para este Ministério? Pode-se acreditar num absurdo deste?
É mais um Ministério a ser politizado, politicando sobre matéria da qual nada entende, mas cujas futuras decisões com certeza vão atender às expectativas e à gula deste presidente do Brasil.Mas há mais considerações à fazer à este respeito:1)A sincronicidade com que agem Chavez, Evo Morales, Nestor Kirchner e Lulla é no mínimo instigante, pois eles seguem uma partitura para ser executada à oito mãos, de autoria de um delirante ancião-maestro que rege a batuta desde sua ilha caribenha.
Haja vista que o montonero presidente Kirchner assinou decreto semana passada desmilitarizando o setor de controladores de tráfego aéreo da Argentina. Três dias depois, jornais porteños já publicavam matéria mostrando que os argentinos estão agora com receio de viajar, pois se o sistema aéreo argentino já não era confiável por ser obsoleto, passando para mãos de civis ficará mais arriscado ainda empreender viagens.2)O ex-Diretor do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) Brigadeiro Vilarinho, após ser exonerado deu entrevistas onde deixou claro que, enquanto respondeu por seu cargo enviou ao governo federal por diversas vezes solicitação de investimento no setor , pedidos estes que foram simplesmente ignorados.
Pior que isso, soube-se depois que no primeiro mandato, a verba destinada ao setor de controle aéreo foi desviada para o Programa Fome Zero.
Foi assim que a lâmpada apagou…lembram desta música?
No caso o que apagou foi outra coisa.
Agora pergunto se o Brigadeiro Vilarinho, até por respeito à sua patente e aos anos que dedicou ao DECEA não mereceria o direito de explicar melhor esta questão numa CPI do Apagão Aéreo. Eu gostaria muito de ouvi-lo, e como eu, milhões de brasileiros. Mas parece que os deputados não estão no Parlamento para servir à vontade do povo mas sim para jogar água nas inúmeras fogueiras governamentais.
Ainda mais agora que o bombeiro-mor Chinaglia assumiu a posse da mangueirona mestra.
Mas eu insisto, e se outros como eu insistirem também, quem sabe conseguimos manter acesa ao menos a lamparina da esperança . Esperança de ver a verdade vir à tona, de ver a justiça ser feita para com os militares, de ver os verdadeiros fins desta tramóia toda vir à luz.
Porque no final das contas quem mais sairá ganhando neste imbróglio todo (se vingar tudo o que elles pretendem) será Hugo Chavez que investe como louco em aeronaves de guerra e que deseja mais que tudo o controle do espaço aéreo da América do Sul. Fora que ficará muito mais fácil também para os aviões de narcotraficantes colombianos, venezuelanos e bolivianos fazerem seu droga-turismo. E os guerrilheiros das Farcs poderão trocar drogas por armas e vice-versa com muito mais tranqüilidade com os traficantes dos morros cariocas e de todo Brasil.
Afinal, se o setor de tráfego aéreo envolve a Segurança Nacional, ninguém melhor que militares para cuidar dele !
Mara Montezuma Assaf
O apagão pode, a CPI não!
Caos aéreo – Governo não consegue impedir novos transtornos para milhares de passageiros, mas mantém bloqueio às investigações do Congresso
Lorenna Rodrigues do Jornal do Brasil – Brasília
Forte, até agora, para impedir que o Congresso instale a CPI proposta para investigar o caos do transporte aéreo, o governo continua incapaz de evitar o próprio apagão. Ontem, o caos que voltou a tomar conta dos aeroportos desde domingo causou atrasos em 455 vôos, em todo o país, até o início da noite. De acordo com a Infraero, 30,1% dos 1.510 vôos programados decolaram com atraso superior a uma hora. Segundo o Ministério da Defesa, os atrasos refletiram ainda a pane no sistema de gerenciamento de vôos do Centro de Controle de Brasília (Cindacta 1), ocorrida na manhã de domingo, e as chuvas que levaram ao fechamento do Aeroporto de Congonhas, no fim de semana.
A explicação parece não ter convencido o presidente Lula. Ontem, Lula convocou para uma reunião “de emergência” o ministro da Defesa, Waldir Pires, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, além de representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Infraero. O presidente cobrou explicações e exigiu a apuração “imediata e rigorosa das causas do ocorrido”.
- (O presidente) Determinou que os usuários recebam as informações de modo rápido e correto nos aeroportos e que sejam implementados equipamentos reserva eficientes e eficazes – informou nota do Ministério da Defesa.
Apesar de a Aeronáutica e controladores de tráfego negarem que os atrasos estejam sendo causados por uma greve branca, a exemplo da que aconteceu no fim de 2006, a categoria voltou a pressionar o governo para retirar o controle de vôo das mãos dos militares. Amanhã, representantes dos controladores se reúnem com o ministro da Defesa para cobrar maior agilidade no processo de desmilitarização do setor, a criação de uma carreira e melhores salários.
Ontem, a situação no aeroporto de Brasília se agravou com o apagão nos painéis da Infraero. De acordo com o presidente da estatal, José Carlos Pereira, o problema foi causado por um pico de energia. A estatal abriu sindicância para apurar se houve negligência na manutenção ou operação dos painéis.
- Ninguém avisa nada, ninguém sabe dar explicação e nem os painéis funcionam. A situação é caótica – reclamou a enfermeira Kátia Montenegro, que esperava há duas horas por um vôo de Brasília para o Rio.
Incrível essa filmagem feita de dentro da cabine de comando do jato da TAM.
Recebi esse vídeo logo depois do acidente com o boeing da Gol e só agora consegui postar.
O texto que o acompanhava chamava a atenção para a velocidade em que dois aviões se cruzam em vôo, além de comentar sobre a impossibilidade de realizar uma manobra rápida para evitar uma colisão.